Ordem alfabética escolhe professor
Ver a imagem comprovativa aqui.
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Somos um Estado de direito? Ou os governantes podem fazer tudo o que querem?
Não se percebe a actuação dos governantes socialistas (veremos agora os novos) pois a lei é distorcida para o que querem. Foi esta a prática corrente nos últimos tempos, mas não está bem. Se não vivemos num Estado de direito então que o assumam e assim sabemos que vivemos numa república das bananas.
Uma circular baseada numa lei obsoleta acabou com a compensação financeira que desde Janeiro de 2009 os professores contratados recebiam do Ministério da Educação sempre que não ficavam colocados nas escolas no ano lectivo seguinte – dois a três dias de remuneração-base por cada mês que trabalharam. A decisão chegou às escolas através de uma circular da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), mas, como qualquer mudança implica uma fundamentação jurídica, a anterior tutela, da ex-ministra Isabel Alçada, foi buscar legislação revogada para justificar uma medida que tem por objectivo poupar uns quantos milhões de euros por todos aqueles docentes que a partir de Setembro vão ficar no desemprego.
Fonte:
http://www.ionline.pt/
O Ministério da Educação está a pagar rendas à empresa pública Parque Escolar pela ocupação dos edifícios da Avenida de 24 de Julho, em Lisboa, que há três anos eram sua propriedade. A Parque Escolar é uma empresa tutelada pelo ME, que foi criada em 2007 para gerir um programa de modernização das escolas secundárias. Este ano, o ministério vai pagar-lhe também cerca de 50 milhões de euros em rendas pelas 103 escolas que já foram objecto de remodelação.
Nem a Parque Escolar, nem o ME revelaram ao PÚBLICO o montante das rendas que estão a ser pagas pelos 18 lotes dos edifícios da 24 de Julho (entre o n.º 134 e o 142) que, em Dezembro de 2010, passaram formalmente para a propriedade da Parque Escolar, uma empresa de capitais exclusivamente públicos. Nestes edifícios estão sediados cinco serviços centrais do ME. A transferência resultou de um negócio que envolveu três entidades públicas: os edifícios foram comprados ao ministério pela empresa pública Estamo, que, por sua vez, os vendeu à Parque Escolar. Nesta operação, a Estamo comprou por 34 milhões de euros e vendeu por 34,3 milhões.
A Estamo é uma empresa do Estado que foi criada para comprar património imobiliário estatal, que depois tenta vender a outras entidades públicas ou privadas. O contrato de promessa de compra e venda dos edifícios da 24 de Julho foi assinado por esta empresa em Dezembro de 2008, mas a escritura da transacção só foi celebrada em Julho do ano passado. Por essa altura já há um ano que a Parque Escolar tinha assinado com a Estamo um contrato de promessa de compra e venda para os mesmos edifícios. A escritura desta transacção foi celebrada em Dezembro passado, também mais de um ano depois de o Ministério da Educação se ter assumido como inquilino da Parque Escolar.
O que aconteceu em Julho de 2009 por via de um despacho da então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que entregou a gestão daqueles edifícios à empresa. No relatório e contas relativo a 2009, a Parque Escolar informa que o pagamento das rendas foi adiado para o ano seguinte “por motivos orçamentais”. Em 2010, a renda média mensal paga por entidades públicas foi de 10,31 euros por metro quadrado.
Segundo o ME, ao valor das rendas serão acrescidos os encargos com a manutenção e conservação dos edifícios, um montante que se encontra ainda em fase de apuramento. Em resposta a questões do PÚBLICO sobre os imóveis da 24 de Julho, a assessora de imprensa da Parque Escolar fechou assim o que já é um negócio em círculo fechado: “Note-se que, no caso do Ministério da Educação, as rendas dos serviços acabam por reverter como receitas da Parque Escolar, que assim continuam na esfera do Ministério da Educação”.
Ler todo o artigo aqui
A produção de estudos garantindo a bondade das fast-lanes está a pleno vapor e, por muito boas que sejam as intenções proclamadas pelos encomendadores, é difícil não calcular as conclusões que serão divulgadas em calendário aprazível. Não é duvidar da honestidade intelectual de ninguém, é apenas constatar que um grupo ideológico específico tomou posições no sector e não perdeu nenhum dos seus verdadeiros alicerces neste Governo.
Apenas três em cada dez alunos terminam o secundário sem nunca ter chumbado um ano
Só 30 por cento dos portugueses conclui o 12.º ano
Ver aqui o artigo original.
O socratismo destruiu a figura do professor. Fica a impressão de que o professor passou a ser um mero babysitter dos monstrinhos que os pais deixam na escola. O professor não tem a autoridade pedagógica para instruir, e também não tem autoridade moral para educar. O professor não pode instruir os alunos, porque o facilitismo impede rigor e exigência. Todos têm de passar, porque o Ministério quer boas estatísticas. Resultado: milhares de pessoas chegam à faculdade sem saber escrever em condições. Depois, o professor não tem autoridade moral sobre os alunos. A falta de educação campeia pelas escolas. O fim do chumbo por faltas é só mais um prego no caixão da autoridade moral do professor. Nem por acaso, o i, há dias, trazia este desabafo de uma professora: “A partir do momento que, por exemplo, uma suspensão de um aluno não conta como falta para acumular e para reprovar de ano, que efeito é que uma sanção destas pode ter?”.
Fonte: Expresso
Eis como se gastam 4 milhões de Euros nas “Novas Oportunidades”
Ver aqui
O novo regime de gestão das escola pode ter efeitos perniciosos se os directores assumirem o papel de patrões e donos das escolas. Eles foram escolhidos para gerir as escolas mas não podem assenhorar-se das mesmas. Para onde caminhamos? Que democracia é esta?
No dia 27 de Janeiro, o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares, em Sintra, fez mais um pedido de ajuda. O último antes do suicídio. Na reunião do grupo da sua disciplina, L. V. C. alertou os colegas para a sua dificuldade em dar aulas a uma turma do 9º ano devido à indisciplina de alguns alunos. O relato deveria constar na acta, mas o professor de música – que foi destacado como o secretário daquela reunião -, morreu antes de redigir o documento. Após a sua morte, a tarefa foi delegada a outra colega que escreveu o relatório, mas terá omitido a queixa do docente.
Agora, são os outros professores que também estiveram presentes na reunião a exigir uma rectificação da acta. Querem que no documento seja incluída a queixa do professor de música que se atirou da Ponte 25 de Abril na manhã de 9 de Fevereiro. Querem que a Direcção Regional de Educação de Lisboa tenha acesso a toda informação sobre este caso no âmbito do inquérito instaurado na sequência da notícia publicada no i. E, portanto, pediram à direcção da escola uma reunião extraordinária entre o grupo disciplinar com um único ponto na agenda de trabalhos: rectificar a acta.
A directora do agrupamento escolar de Fitares, porém, terá dito aos docentes que nenhuma alteração ao relatório poderia ser feita enquanto a escola não receber a visita do instrutor da Inspecção-Geral de Educação. Ontem, logo pela manhã, os professores tentaram consultar a acta. O documento, contudo, terá desaparecido da sala dos professores. Os dois últimos relatórios das reuniões entre o grupo disciplinar de L. V. C. – datados de 27 de Janeiro e 3 de Março – já não estarão arquivados no dossiê do departamento de música.

O site da TSF apresenta esta notícia:
Algumas organizações, entre elas, a secção portuguesa da Aministia Internacional, escreveram uma carta aberta ao Ministério da Educação exigindo uma investigação profunda ao caso do Leandro, a criança de 12 anos vítima de bullying, que se terá suicidado, atirando-se ao rio Tua.
A «indignação» perante estes factos terá levado cinco Organizações Não Governamentais (ONG) a sugerirem uma homenagem a Leandro, para que na próxima segunda-feira às 11:00, seja feito em todas as escolas do país um minuto de silêncio.
As ONG pedem ao Ministério da Educação, à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e ao conselho directivo da escola Luciano Cordeiro, que apurem todas as responsabilidades e que «as investigações sejam céleres e objectivas».
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Concordo inteiramente com esta posição das ONG. Não podemos aceitar o que se passa nas escolas com alguns alunos. O que se passou em Mirandela é simplesmente inaceitável. Que sociedade queremos construir? A escola é também um elemento de transformação da sociedade. Se permitirmos que haja este tipo de opressão, então a sociedade futura será uma sociedade de opressores e oprimidos. Não é isso que queremos, pois não?
Quando se discutem medidas para diminuir o défice das contas públicas, quando se dá aumento zero aos funcionários públicos, lê-se esta notícia.
Um edifício construído há apenas oito anos para substituir um conjunto de pavilhões prefabricados da Escola Secundária Maria Lamas (ESML), em Torres Novas, vai ser demolido e substituído por um novo por não respeitar as normas legais referentes à certificação energética e qualidade do ar em vigor desde 2006.
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Mas que país é o nosso? Os altos responsáveis cometem erros e ninguém é responsabilizado?
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