Educação em Portugal

Setembro 19, 2011

Triste fado o nosso

Filed under: bom senso,opiniões,portugueses — Zepovinho @ 10:14 pm

Não é só dos professores, também é dos alunos. Deixem-se merdinh@as, detruques, de malabarismos, de incompetência, de rasteiras. De guerrinhas, externas ou internas. Deixem-se de tretas, de uma vez.

bonzo do Jardim queima mais de mil milhões, o esqueleto andante do Oliveira Costa está custar-nos mais de cinco mil milhões, as negociatas das PPP congeminadas pelo Bloco Central dos Negócios em estradas, hospitais e obras diversas vai-nos custar o que ainda não sabemos e vocês andam a discutir tostões, a positivamente roubar dias de serviço e salários a professores contratados, a fazer poupanças de migalhas que fazem falta a quem só isso tem?

Tenham vergonha! Haja decoro. As pessoas (alunos, pais, professores) merecem um respeito que vocelências só reservam para os que têm as mãos – os braços – todas enterradas no pote.

Fonte:
http://educar.wordpress.com

Julho 12, 2011

A escola portuguesa, tal como está.

Filed under: bom senso,educação,opiniões,portugueses — Zepovinho @ 9:18 pm

A escola portuguesa sofre de dois défices: de educação para uma cultura de conhecimento, e de organização central.

Boa parte do primeiro défice pode ser anulado com três gerações de instrução sistemática; para se conseguir isto, o país deve reorganizar, centralmente, o curriculum nacional, e proceder eficazmente na sua aplicação.

E, sejamos sensatos: o curriculum nacional não é organizado a partir do 75/2008, porque não é para isso que o diploma serve. É organizado na sede destas coisas (chamemos-lhe 5 de Outubro), deve propor uma tarefa ao país, cobrindo todos os tipos de conhecimento (técnico, artístico, básico, superior, formando canteiros e cantores, cozinheiros e críticos literários, atletas e fabricantes de loiça), e deve ser posto em prática de forma realista. A sede não pode andar a sugerir às escolas que se entretenham com exercícios de estilo — deve, antes, pôr à sua disposição os meios para concretizar a reforma legislada: o espaço, o equipamento, os docentes, os auxiliares.

Não pode estar, distante e vazia de ideias gerais, a propor aos docentes que particularizem e adaptem a partir do mais desfavorável dos quadros: um curriculum que já se sabe ser inadequado; uma população escolar que gostaria de estar noutro sítio a fazer outras coisas, e sente pouca curiosidade pelo saber e o que se passa na escola; uma estrutura rígida de ensino por faixas etárias, com acumulação em grandes turmas fixadas definitivamente nos inícios de ano; a progressão nos estudos por anos lectivos, regrada por programas nacionais que se dizem abertos à adaptação e horários de docência que de facto não permitem outro trabalho que não o da estrutura descrita.

Mais honesto seria dizer — senhoras e senhores, é um impasse: improvisem.

Ler todo o artigo aqui:
http://dererummundi.blogspot.com/

 

Setembro 6, 2010

O preço da educação

Filed under: educação,portugueses — Zepovinho @ 7:39 pm

É tempo de regresso às aulas e de fazer contas. Há as matrículas, as
mensalidades, as propinas, o material e os livros escolares, a
alimentação, o alojamento, as actividades extracurriculares. Gastos sem
fim que os pais vão pagando. Uns com mais ginástica do que outros. A
Pública foi conhecer quatro famílias e as suas despesas.

Ler a notícia completa

Julho 19, 2010

Ao contrário de Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas

Filed under: bom senso,educação,políticos,Portugal,portugueses — Zepovinho @ 9:36 pm

Em Nova Iorque, a taxa de sucesso entre os alunos que foram transferidos para escolas mais pequenas é superior à dos que permanecem nos velhos estabelecimentos.

A criação de grandes agrupamentos escolares que irá começar a tomar forma em Portugal no próximo ano lectivo está em queda noutros países, que já viveram a experiência e tiveram maus resultados. Na Finlândia, a pequena dimensão é apontada como uma das marcas genéticas de um sistema de ensino que se tem distinguido pelos seus resultados de excelência.

Em Portugal, para já, os novos agrupamentos, que juntam várias escolas sob uma mesma direcção, terão uma dimensão média de 1700 alunos, indicou o secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata. O número limite fixado foi de três mil estudantes.

Ler o resto da notícia

Junho 18, 2010

Assim é mais honesto, não evocam razões pedagógicas

Filed under: educação,hipócrisias,opiniões,portugueses — Zepovinho @ 11:12 am

Assim É Mais Honesto, Não Evocam Razões Pedagógicas

Fonte: http://educar.wordpress.com/

Maio 9, 2010

Desprezo pelo esforço

Filed under: educação,opiniões,portugueses — Zepovinho @ 7:11 pm

O problema do mau desempenho dos alunos portugueses – um facto sempre confirmado pelos resultados do PISA – tem uma razão e apenas uma razão: falta de gosto pelo trabalho, desprezo pelo esforço, falta de responsabilidade e de respeito e expectativas baixas.

Enquanto estas variáveis não forem introduzidas nas mentes dos pais e dos alunos, não há metodologia, recursos materiais e professores capazes de resolver o problema.

Ler o artigo do ProfAvaliação

Abril 25, 2010

O 25 de Abril

Filed under: futuro,liberdade,opiniões,políticos,Portugal,portugueses — Zepovinho @ 7:09 pm

Hoje comemora-se mais um aniversário do 25 de Abril. O que significa esta data?

Para mim que agora tenho 50 anos, este aniversário não conta quase nada, de tão pálido que está. No entanto, quando em 1974 se deu o 25 de Abril, tinha eu 14 anos, foi uma explosão de alegria e de esperança. A revolução trouxe-nos a democracia, a liberdade e a ilusão de uma vida melhor.

Com dois irmãos mais velhos que tinham combatido na guerra colonial a revolução dos cravos significava que já não ia para a guerra. Para mim era significativo, mas mais ainda para a minha mãe que já tinha sofrido com a ida dos meus irmãos. Para mim foi também o “abrir os olhos” para uma realidade democrática que eu desconhecia por completo. Com a minha idade já tinha a noção da ausência de liberdade, do medo de falar, das prisões políticas e da PIDE. Não que nós tivéssemos qualquer actividade política, mas para o cidadão comum essas realidades existiam mesmo assim e havia um sentimento geral de medo.

A entrada em palco, nas nossas vidas, dos partidos políticos e dos seus lindos discursos trouxe a ilusão que tudo ia melhorar. E claro como jovem adolescente acreditei piamente. Da esquerda à direita todos usavam o nome do POVO e prometiam uma sociedade mais justa e próspera. Nunca acreditei nos extremos radicalizados, mas fui-me definindo como alguém que acreditava num “socialismo democrático” ou social-democracia. Tive várias tentações mas nunca me inscrevi num partido político. Numa perspectiva meramente de interesse pessoal creio que  fiz mal. Muitos dos que entraram na política nessa altura estão hoje muito bem na vida…

Trinta e seis anos depois do 25 de Abril de 1974 é desilusão total. Acabaram-se todas as ilusões. É claro que estamos melhor que em 1974, mas a ilusão que se viveu esfumou-se. Hoje há uma enorme amargura por tudo o que poderíamos ter sido e que não atingimos.

Hoje vemos uma sociedade em que grassam as desigualdades sociais,  o desemprego e um certo sentimento de democracia formal, mas que corresponde a uma democracia controlada pelas elites políticas que fazem do POVO o seu instrumento de poder. A esperança é uma palavra invocada pelos políticos mas que está tão gasta e baça que já não brilha. A saúde apresenta muitos problemas, a educação está de rastos, a justiça está ao serviço de uma oligarquia e penaliza mais as vítimas que os criminosos. A economia é um logro em que os trabalhadores sobrevivem mas que alguns aproveitam bem. A CRISE está instalada e é usada para diminuir direitos, regalias e nível de vida, de quem trabalha e faz disso o seu rendimento. Para outros a “vidinha” continua a ser uma maravilha. Aliás muitos dos que criaram a CRISE (por actos ou omissão incompetente) estão mesmo muito bem.

Pela minha parte, estou farto do discurso dos políticos e quero ver praticarem algumas coisas do que falam, quanto antes. Se estas alterações não produzirem um Portugal diferente, espero que seja para as minhas filhas ou netos. Não tenho grandes esperanças, nem ilusões, mas também não estou com a cabeça enterrada na areia. temos de continuara lutar e a insistir para que as coisas mudem e façam do nosso país um lugar mais justo.

Esta visão desassombrada da nossa realidade parece ser partilha por muitos portugueses (basta ver os comentários às notícias), mas nem sempre sabem canalizar a energia certa para solucionar os problemas. Às vezes é mais fácil caírem na mesquinhez do que perceber que temos, todos nós, de ser mais intervenientes e mais exigentes com os nossos políticos, não aceitando as sua ilusões e mentiras.

Março 4, 2010

Todos temos culpa

Filed under: bom senso,educação,pais,portugueses,violência — Zepovinho @ 6:09 pm

Recentemente veio a público o caso de um rapaz de 12 anos que se atirou ao rio, em Mirandela, porque não aguentava os maus tratos que outros colegas exerciam sobre ele. É o chamado Bullying. É certo que existe nas escolas mas é muitas vezes desvalorizado. A nossa forma (portuguesa) de estar é sempre a de desvalorizar e depois quando as coisas acontecem choramos, muitas vezes, lágrimas de crocodilo porque quando pudemos ter feito alguma coisa nada fizemos.

Este problema tem várias faces e tem de ser analisado desta forma. Não creio que haja só um culpado. É uma questão essencialmente social.

É claro que todos temos culpa.

A questão também é um problema de educação que os pais têm de considerar. Apesar de existirem muitos livros sobre a forma de educar os filhos, os problemas mantêm-se e, no meu entender, bastava apenas um pouco de sentido crítico e bom senso.

Janeiro 24, 2010

A grande burla

Filed under: conspiração,educação,políticos,Portugal,portugueses,vergonha — Zepovinho @ 2:37 pm

A grande burla

Por Vasco Pulido Valente

Pela primeira vez, uma alta personagem do Estado – o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio – reconheceu que o problema do nosso perene “atraso” é um “problema histórico”. Falta agora reconhecer que o regime democrático que, não sem dificuldade, saiu do “25 de Abril tratou esse problema com erros também “históricos”, que complicaram tudo e resolveram muito pouco. Desses erros, dois sempre se distinguiram desde o século XIX: a política de educação e a política de obras públicas. Da política de obras públicas não vale a pena falar, quando o desastre é mais do que patente. Mas vale a pena falar da política de educação, que se tornou o tropo obrigatório da retórica ortodoxa e que governo sobre governo tomaram, ou disseram que tomaram, como prioridade absoluta.

Fiquemos por enquanto pelo ensino superior. Segundo um inquérito recente do prof. Vítor Crespo, antigo ministro de Sá Carneiro, Portugal é hoje o país da Europa com mais instituições de ensino superior por milhão de habitantes (17) e, naturalmente, com mais cursos (4870). Existem por aí 825 licenciaturas diferentes (não se imagina em quê) e 133 só em engenharia. Parece que este caos se criou porque, nas doutas palavras de Sobrinho Teixeira, “os jovens de Bragança, Beja ou Covilhã têm (…) o mesmo direito” a uma vida decente do que os jovens de Lisboa, do Porto ou de Coimbra. Claro que, se os sentimentos são louváveis (embora, no caso, sem sentido), a qualidade é baixa e a “excelência” rara ou até nula. Ultimamente foi criada uma “Agência de Avaliação e Acreditação” para limitar ou reduzir esta catástrofe. Mas, como declarou o respectivo presidente, se houver “rigidez”, quer ele dizer na sua, um mínimo de exigência, não fica nada, ou quase nada, aberto.

Ou seja, apesar do palavrório e dos trémulos de voz (quem não se lembra de Guterres com o coração na boca?), o Estado nunca de facto se preocupou em educar os portugueses. Ou porque não sabia o que era a educação (coisa provável e muitas vezes manifesta no pessoal dirigente) ou porque se limitou a ceder a pressões – regionais, corporativas, económicas, partidárias – com um total desprezo pelo resultado. Neste capítulo, o grande “esforço” oficial, como eles gostavam de chamar à falcatrua, não passou na prática de puro fingimento. Não admira que estejam hoje no desemprego entre 40 e 50.000 “licenciados”. Nem que a produtividade não aumente. O que admira é que ninguém perceba que Portugal fabricou a sua própria miséria: por desleixo, corrupção e militante estupidez.

Artigo retirado daqui.

Agosto 1, 2009

Povo inculto=povo fácil de (des)governar

Filed under: bom senso,educação,opiniões,políticos,Portugal,portugueses — Zepovinho @ 2:38 pm

Podemos perguntar porque razão os políticos têm maltratado tanto a Educação em Portugal, nas últimas décadas. A razão é simples.

Se existisse uma correcta e séria política educativa que alterasse todo este estado de coisas, a educação seria o melhor investimento de futuro do país. Um povo educado e culto sabe como consumir; valoriza a cultura, a arte e o património cultural e ambiental; preserva a natureza e despreza o ilusório e ostentatório; exige competência dos seus superiores profissionais, orgânicos, sociais e políticos; não elege qualquer um ou qualquer vendedor de ilusões para assumir cargos de direcção pública… Não se verga a directivas absurdas, nem se compraz com a corrupção (re)elegendo corruptos! Exerce a sua cidadania de corpo e alma não esperando que outros resolvam os problemas por si. Até apetece perguntar: a quem interessa a teimosia na manutenção deste estado de coisas… na educação? Salazar já sabia que um povo inculto era mais fácil de domar, governar!

Concordo inteiramente com esta visão. Aliás, o último governo, foi exímio na arte de enganar e iludir os portugueses, pois só assim se mantiveram no governo.

Mas infelizmente é o país que somos e ainda temos muito que evoluir. O tempo dirá em que direcção seguimos.

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