Educação em Portugal

Agosto 1, 2009

Povo inculto=povo fácil de (des)governar

Arquivado em: Portugal, bom senso, educação, opiniões, políticos, portugueses — Zepovinho @ 2:38 pm

Podemos perguntar porque razão os políticos têm maltratado tanto a Educação em Portugal, nas últimas décadas. A razão é simples.

Se existisse uma correcta e séria política educativa que alterasse todo este estado de coisas, a educação seria o melhor investimento de futuro do país. Um povo educado e culto sabe como consumir; valoriza a cultura, a arte e o património cultural e ambiental; preserva a natureza e despreza o ilusório e ostentatório; exige competência dos seus superiores profissionais, orgânicos, sociais e políticos; não elege qualquer um ou qualquer vendedor de ilusões para assumir cargos de direcção pública… Não se verga a directivas absurdas, nem se compraz com a corrupção (re)elegendo corruptos! Exerce a sua cidadania de corpo e alma não esperando que outros resolvam os problemas por si. Até apetece perguntar: a quem interessa a teimosia na manutenção deste estado de coisas… na educação? Salazar já sabia que um povo inculto era mais fácil de domar, governar!

Concordo inteiramente com esta visão. Aliás, o último governo, foi exímio na arte de enganar e iludir os portugueses, pois só assim se mantiveram no governo.

Mas infelizmente é o país que somos e ainda temos muito que evoluir. O tempo dirá em que direcção seguimos.

Julho 15, 2009

Orgulho,diz ela

Arquivado em: educação, políticos, portugueses — Zepovinho @ 9:51 pm

A Língua não é apenas um meio de comunicação, é também um instrumento de conhecimento e de pensamento. A Língua fala em nós tanto quanto nós a falamos, constitui o elemento fundamental da nossa identidade enquanto povo (e, sobretudo, enquanto “pátria”, pluralidade de valores identitários que herdámos dos nossos país e que os nossos filhos herdarão de nós). São, por isso, dramáticas as notícias que dão conta de que, nos recentes exames nacionais do 9.º ano, o número de negativas a Língua Portuguesa aumentou 70%, apesar de o actual ME ter levado o nível de exigência dos exames ao grau zero. A falta de exigência a que se chegou é tal que, para se opor à opinião dos peritos para quem os exames do 12.º ano de Matemática foram este ano de novo “escandalosamente fáceis”, o presidente da APM argumenta que o exame “tinha algumas coisas que exigiam alguma interpretação de (…) linguagem escrita”. Ou seja, o exame não seria assim tão fácil porque… exigia “alguma” interpretação de linguagem escrita. Isto a alunos do último ano do Secundário! Diz a ministra que o país devia “encher-se de orgulho” com isto…

Opinião de Manuel António Pina

Junho 22, 2009

O facilitismo está a enterrar o ensino em Portugal

Arquivado em: educação, hipócrisias, políticos, portugueses — Zepovinho @ 8:29 pm

O que se está a passar no ensino português é trágico. Como importa dar uma imagem de sucesso das políticas educativas tudo tem sido feito para “facilitar” a vida dos alunos. Parece que é bom, mas vai ter efeitos perversos terríveis. O Director do PUBLICO escreve, em editorial, a sua visão, que partilho, do buraco para onde estamos a conduzir o nosso sistema de ensino.

Opiniões – José Manuel Fernandes

Fonte: A Educação do meu Umbigo

Junho 18, 2009

A política é implicar as pessoas

Arquivado em: bom senso, políticos, portugueses — Zepovinho @ 2:37 pm
Crónica inútil, infantil e inconsequente

18.06.2009, Rui Cardoso Martins

Em suma, um abuso e uma mistificação.
Muitas vezes pensei num caso da ciência política complexo: o debate entre Kennedy e Nixon, em 1960, quando John F. disse que nunca compraria um carro em segunda mão ao adversário. O futuro Presidente JFK ganhou à vontade para quem viu na televisão. No entanto, segundo as sondagens, no debate na rádio, que foi o mesmo, ganhou Nixon. A explicação, entre os especialistas, foi que na TV se viu o suor na testa de Nixon, que vestira uma roupa que se confundia com o cenário e escolhera mal a gravata, em suma, parecia um vendedor de automóveis em segunda mão.
Ontem tive oportunidade de me sondar nestes assuntos. Às voltas de carro pela cidade, a tratar da chamada vida, assisti (ouvi…) metade do debate do estado da nação, ou moção de censura, na rádio. Fora avisado de manhã, como outros portugueses que compram jornais, que o primeiro-ministro se transformara, do dia para a noite, num político “humilde”, que o Governo reconhecia erros e adoptava outro estilo.
A rádio distorce a mensagem e, por assim dizer, a figura duma pessoa, pois se Nixon ganhou o debate que perdeu com Kennedy, também José Sócrates me não pareceu humilde. A rádio mentia: o primeiro-ministro falava orgulhoso, confiante nos seus decibéis de voz, e ainda mais enervado com os irresponsáveis da oposição do que é costume. Foi traumático porque o director do PÚBLICO me convidara, horas antes, a escrever um “texto sério” sobre o debate e eu respondera que estava a escrever um episódio do Contra-Informação em que o Padre Milícias (Malícias, nos bonecos) ensinava ao primeiro-ministro a humildade franciscana. Que S. Francisco de Assis descobrira a virtude e falava com os lobos e os “irmãos passarinhos”, que o Zezito tentasse dizer “piu-
-piu”. E experimentasse a vida mendicante, a comer do que as pessoas dessem. Ao que o primeiro-ministro respondeu ser o que faz há anos, mendigar votos. Brincadeiras, não um texto sério.
Agora, ou a rádio mentia ou eu comprometera o trabalho. Ouvia o Governo dizer que a oposição é “infantil” e “inconsequente”, a moção de censura um “expediente inútil”, e esta coisa que fica bem quando se está no poder: “Os tempos difíceis exigem rumo certo, exactamente o contrário do que pede a oposição, exigem vontade e determinação. Não é tempo de brincar aos truques políticos, senhores deputados!”
Em casa liguei a TV e vi que o fato se destacava na cerejeira, ou carvalho envernizado, do cenário do Parlamento, e a gravata muito bem, muito bem. Suor, nada. Mas, quanto ao conteúdo e à voz, nada acrescentava à rádio, a não ser que a oposição também montara um “abuso” e uma “mistificação”.
Isto quer dizer que, mais do que o computador Magalhães, os socialistas deram ao mundo uma nova palavra “humildade”, bastante portátil.
A minha filha entrou com a última gazeta da escola. “A política é implicar as pessoas”, escreveu uma criança. “Os grupos políticos têm diferentes opiniões sobre as coisas”, disse a minha filha.
O que uma criança de oito anos expressa limpidamente nem sempre é visto com humildade pelos grupos políticos. Agradeço a todos os que leram este texto, já tive dias melhores e vós também, imagino. Mantenham o rumo.

Junho 15, 2009

O choque tecnológico

Arquivado em: diversos, educação, portugueses — Zepovinho @ 9:45 pm

“O choque tecnológico está a chegar às escolas portuguesas. Os alunos portugueses vão ter direito ao Magalhães, um computador produzido pela Intel e subsidiado pelo Governo português. Os governantes acreditam que se juntarmos boa tecnologia (concebida nos Estados Unidos, produzida no Extremo Oriente e embalada em Portugal) a maus alunos, más escolas e maus professores vamos obter génios da física e da matemática.

O actual governo tem investido muito no dito choque tecnológico, mas de uma forma que considero bacoca e saloia. Até parece que tudo muda pelo facto de termos muita tecnologia nas escola. Apesar de trabalhar com as TIC na escola não acredito mesmo nada nesta visão governamental. Então não é necessário investir em TIC? Considero que sim mas com objectivos claros e definidos, nunca para inundar as escolas de tecnologia. Isto é apenas “a campanha eleitoral constante” que este governo faz sempre. Quer fazer passar a ideia de modernidade e de investimento na educação, mas o que faz é dar dinheiro às grandes empresas que se movem na área tecnológica. Grande parte desse dinheiro vem daquilo que “retirou” aos professores  ao prejudicá-los na progressão da sua carreira.

Fonte: Blog – http://dererummundi.blogspot.com/2008/08/o-magalhes.html

Junho 14, 2009

Exames, sim ou não?

Arquivado em: educação, políticos, portugueses — Zepovinho @ 9:21 pm

A propósito dos exames vejamos esta opinião:

http://videos.sapo.pt/ZwfC1ZAOkA2vIa77nq9J

A pancada das reformas

Arquivado em: educação, políticos, portugueses — Zepovinho @ 9:18 pm

Uma das grandes “pancadas” desta equipa ministerial é a voracidade em realizar reformas. O ensino tem muitos problemas mas exagerar na quantidade e velocidade das reformas não ajuda nada. Sempre achei que a pressa e a teimosia em realizar tantas alterações em tão pouco tempo são umas das razoes do descontentamento da classe docente. Porque quem quer fazer depressa raramente faz bem.

Reparei que também Marcelo Rebelo de Sousa partilha desta opinião.

Junho 1, 2009

Alunos do Leste europeu com fraca imagem do nosso sistema educativo

Arquivado em: disciplina, educação, europa, portugueses — Zepovinho @ 11:51 am

Algo que já sentíamos, como professores, acabou agora de ser comprovado através de uma tese de mestrado pelo professor António Sota Martins.

António Sota Martins inquiriu 153 alunos do 1º ciclo ao Secundário. Para a maioria deles (57%) o pior da escola é “o comportamento dos alunos portugueses”. De acordo com o docente, os alunos manifestaram não compreender “a indisciplina e os níveis de insucesso” dos seus colegas.

Na realidade é um paradoxo como estes alunos apesar de tudo conseguem por vezes ter melhores resultados a Língua Portuguesa que os alunos portugueses. É claro que a sua capacidade de trabalho e aplicação é diametralmente oposta à de muitos alunos portugueses.

Fonte:
http://www.profblog.org/2009/06/pais-dos-alunos-do-leste-dao.html

Maio 10, 2009

A visão de Medina Carreira

Arquivado em: bom senso, educação, políticos, portugueses — Zepovinho @ 9:00 pm

Medina Carreira numa entrevista ao CM deu, uma vez mais, uma visão pouco consentânia com o sucesso que o governo socialista quer passar.

Ver o vídeo.

Abril 26, 2009

É verdade, a Liberdade constrói-se!

Arquivado em: Portugal, liberdade, políticos, portugueses — Zepovinho @ 5:21 pm

Os nossos colegas da escola de Sto Onofre têm toda a razão.

A Liberdade constrói-se.

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