Educação em Portugal

Julho 19, 2010

Ao contrário de Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas

Filed under: bom senso,educação,políticos,Portugal,portugueses — Zepovinho @ 9:36 pm

Em Nova Iorque, a taxa de sucesso entre os alunos que foram transferidos para escolas mais pequenas é superior à dos que permanecem nos velhos estabelecimentos.

A criação de grandes agrupamentos escolares que irá começar a tomar forma em Portugal no próximo ano lectivo está em queda noutros países, que já viveram a experiência e tiveram maus resultados. Na Finlândia, a pequena dimensão é apontada como uma das marcas genéticas de um sistema de ensino que se tem distinguido pelos seus resultados de excelência.

Em Portugal, para já, os novos agrupamentos, que juntam várias escolas sob uma mesma direcção, terão uma dimensão média de 1700 alunos, indicou o secretário de Estado da Educação, João Trocado da Mata. O número limite fixado foi de três mil estudantes.

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Julho 4, 2010

Os maiores problemas da escola pública estão a montante dela

Filed under: disciplina,educação,Portugal,psicologia — Zepovinho @ 9:20 pm

O mais grave erro dos socialistas foi ignorarem que os maiores problemas da escola pública estão a montante dela. Explico:

1#. Os últimos 36 anos da História de Portugal foram arrasadores em termos de políticas sociais e de família. A profunda erosão dos valores familiares e o desprezo da elite iluminada e privilegiada pelas tradições, costumes, família tradicional e autoridade dos pais e dos professores provocaram desnorte, ausência de referências seguras e anomia nas novas gerações.

2#. Em 1973, a taxa de desemprego era de quase zero e a economia do País crescia, há mais de um década, a 5% ao ano. Desde 2000, que a economia não cresce e a taxa de desemprego atingiu os 10,9% no mês passado.

3#. Portugal tinha um sistema de ensino técnico e liceal de elevada qualidade. Em vez de alargar, gradualmente, o sistema, a elite política vencedora destrui-o.

4#. A taxa de nascimentos fora do casamento era residual. 36 anos depois, um terço das crianças nascem fora do casamento.

5#. O fenómeno do abuso de drogas era residual e atingia apenas as elites. Hoje, é um fenómeno de massas e atinge uma em cada três famílias.

6#. Em 1973, os jovens iniciavam a vida sexual mais tarde. Regra geral, depois dos 18 anos de idade. Hoje, iniciam-na cada vez mais cedo.

7#. O desemprego juvenil era residual. Hoje, atinge 22% dos jovens com idades entre os 20 e os 30 anos de idade e não pára de crescer.

8#. A família tradicional, constituída por mãe e pai, unidos pelo matrimónio, era a regra. Hoje, mais de 30% dos alunos crescem e vivem em famílias de novo tipo, muitas vezes com carácter disfuncional, ausência prolongada dos progenitores e adaptações forçadas das crianças e adolescentes a novos arranjos familiares de carácter episódico e incerto.

9#. Em 1973, a esmagadora maioria das crianças frequentava, para além da escola, agências de socialização primária (escoteiros e catequese, por exemplo) que lhes forneciam um enquadramento a nível comportamental e referências seguras ao nível dos valores. Hoje, esse enquadramento e referências estão ausentes da vida da maioria das crianças.

Tudo isto provoca um efeito devastador nos alunos. Os culpados são os políticos que governaram Portugal nos últimos 36 anos. Conscientes da desgraça social por eles provocada, optaram por fazer dos professores os bodes expiatórios, pedindo que eles concertem aquilo que os políticos destruíram. Pedem aos professores uma missão impossível e esgotam-nos com exigências, acusações e desconfiança.

Post do blog ProfBlog

Professores portugueses têm horários sobrecarregados face a outros países europeus

Filed under: educação,europa,Portugal — Zepovinho @ 9:15 pm

Segundo o relatório ‘Education at a Glance 2009′, da OCDE, professores nacionais passam mais tempo nas escolas do que média da UE e OCDE. Apesar de calendário mais curto.

Os professores do ensino público português dão mais horas de aulas por ano (684 a 855) e passam mais tempo na escola (1261 horas) do que a maioria dos colegas da OCDE e da União Europeia (a 17). Isto, com um calendário escolar mais curto. Ou seja: têm menos dias de trabalho anuais. Mas acabam por fazer mais horas. Os números constam do relatório Education at a Glance 2009, da OCDE, e baseiam-se em dados de 2007.

Ler o artigo completo no blog Bulimunda

Abril 25, 2010

O 25 de Abril

Filed under: futuro,liberdade,opiniões,políticos,Portugal,portugueses — Zepovinho @ 7:09 pm

Hoje comemora-se mais um aniversário do 25 de Abril. O que significa esta data?

Para mim que agora tenho 50 anos, este aniversário não conta quase nada, de tão pálido que está. No entanto, quando em 1974 se deu o 25 de Abril, tinha eu 14 anos, foi uma explosão de alegria e de esperança. A revolução trouxe-nos a democracia, a liberdade e a ilusão de uma vida melhor.

Com dois irmãos mais velhos que tinham combatido na guerra colonial a revolução dos cravos significava que já não ia para a guerra. Para mim era significativo, mas mais ainda para a minha mãe que já tinha sofrido com a ida dos meus irmãos. Para mim foi também o “abrir os olhos” para uma realidade democrática que eu desconhecia por completo. Com a minha idade já tinha a noção da ausência de liberdade, do medo de falar, das prisões políticas e da PIDE. Não que nós tivéssemos qualquer actividade política, mas para o cidadão comum essas realidades existiam mesmo assim e havia um sentimento geral de medo.

A entrada em palco, nas nossas vidas, dos partidos políticos e dos seus lindos discursos trouxe a ilusão que tudo ia melhorar. E claro como jovem adolescente acreditei piamente. Da esquerda à direita todos usavam o nome do POVO e prometiam uma sociedade mais justa e próspera. Nunca acreditei nos extremos radicalizados, mas fui-me definindo como alguém que acreditava num “socialismo democrático” ou social-democracia. Tive várias tentações mas nunca me inscrevi num partido político. Numa perspectiva meramente de interesse pessoal creio que  fiz mal. Muitos dos que entraram na política nessa altura estão hoje muito bem na vida…

Trinta e seis anos depois do 25 de Abril de 1974 é desilusão total. Acabaram-se todas as ilusões. É claro que estamos melhor que em 1974, mas a ilusão que se viveu esfumou-se. Hoje há uma enorme amargura por tudo o que poderíamos ter sido e que não atingimos.

Hoje vemos uma sociedade em que grassam as desigualdades sociais,  o desemprego e um certo sentimento de democracia formal, mas que corresponde a uma democracia controlada pelas elites políticas que fazem do POVO o seu instrumento de poder. A esperança é uma palavra invocada pelos políticos mas que está tão gasta e baça que já não brilha. A saúde apresenta muitos problemas, a educação está de rastos, a justiça está ao serviço de uma oligarquia e penaliza mais as vítimas que os criminosos. A economia é um logro em que os trabalhadores sobrevivem mas que alguns aproveitam bem. A CRISE está instalada e é usada para diminuir direitos, regalias e nível de vida, de quem trabalha e faz disso o seu rendimento. Para outros a “vidinha” continua a ser uma maravilha. Aliás muitos dos que criaram a CRISE (por actos ou omissão incompetente) estão mesmo muito bem.

Pela minha parte, estou farto do discurso dos políticos e quero ver praticarem algumas coisas do que falam, quanto antes. Se estas alterações não produzirem um Portugal diferente, espero que seja para as minhas filhas ou netos. Não tenho grandes esperanças, nem ilusões, mas também não estou com a cabeça enterrada na areia. temos de continuara lutar e a insistir para que as coisas mudem e façam do nosso país um lugar mais justo.

Esta visão desassombrada da nossa realidade parece ser partilha por muitos portugueses (basta ver os comentários às notícias), mas nem sempre sabem canalizar a energia certa para solucionar os problemas. Às vezes é mais fácil caírem na mesquinhez do que perceber que temos, todos nós, de ser mais intervenientes e mais exigentes com os nossos políticos, não aceitando as sua ilusões e mentiras.

Março 13, 2010

A grande vergonha

Filed under: disciplina,educação,futuro,Portugal,violência — Zepovinho @ 5:51 pm

Agora veio acima a grande vergonha em que a escola pública portuguesa se tem transformado nos últimos anos. Uma escola que não é um local de aprendizagem e de formação das novas gerações, mas sim o local de violência, de manutenção dos alunos apenas para estarem ocupados e de mentira organizativa e pedagógica.

Na Escola Básica de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra, continua a imperar o silêncio. Mas agora vem acompanhado de apreensão. De ainda mais medo. Muitos docentes olham para o caso do professor de Música que se suicidou e revêem-se no seu desespero. Luís atirou-se da Ponte 25 de Abril a 9 de Fevereiro por não aguentar a indisciplina dos alunos. Não era caso único. Era a ponta de um novelo que, ao ser desenrolado, revela histórias de professores agredidos por alunos e pais. Insultos verbais. O último caso grave aconteceu na semana passada. Uma professora de Educação Visual desmaiou depois de ter sido empurrada pelos alunos. Teve um traumatismo craniano.

É claro que há escolas com mais problemas que outras, mas não é assim um fenómeno tão localizado e insignificante como muitos querem fazer crer. Os últimos casos passaram-se em escolas tão díspares como Sintra, Moita e Mirandela. Só não vê quem não quer. Será que um professor tem de ter uma personalidade de polícia de choque para que possa dar aulas na escola pública portuguesa?

As palavras do Sr. Director da DRELVT são simplesmente chocantes e ofensivas. Perante a situação do professor que se suicidou foi lesto em dizer que o professor apresentava fragilidades de personalidade há muito tempo. E então, isso apaga toda a situação de humilhação que o professor sofria no desempenho da sua profissão? Perdoa a inabilidade (ou mesmo crueldade) da direcção da escola que sabia o que se passava e nada fez para penalizar os alunos? Ou o que esse professor sofreu é normal que aconteça numa sala de aula?

Afinal de contas o que se espera dos professores hoje em dia? Que sejam bons profissionais do ensino ou mártires pela causa da indisciplina e má educação que reina em Portugal?

Tudo o que se tem passado prova que a escola que temos está muito doente. Grande parte desta situação advém dos quatro anos de mandato de MLR. Foram quatro anos de constantes ataques aos professores, à sua honra, que produziu um grande desgaste da imagem destes profissionais na sociedade. O estatuto do aluno que nos impingiu destruiu o que restava da disciplina e respeito pelos professores. Agora somos uns burocratas de papel. As faltas não servem para nada. Passamos a vida a elaborar relatórios e os alunos cada vez estudam menos e portam-se cada vez pior. Mas exige-se cada vez mais que haja melhores taxas de aprovação. Há uma enorme pressão por parte das direcções unipessoais (outra herança de MLR) para criar um sucesso artificial e maravilhoso – está tudo bem, mesmo que debaixo do tapete o lixo se acumule. Os Srs directores põem e dispõem, pressionam os professores e ignoram os problemas até ao limite. Tudo o que querem é que a escola esteja tranquila. Quando se sabe de algo na opinião pública logo vêm desvalorizar, senão abafar, o mal que se passa.

Grassa a indisciplina e com ela vem a violência, mais ou menos acentuada. O pequeno acto de indisciplina acarreta a pequena violência que, inevitavelmente, degenera no bullying. Que não haja ilusões.

Com o alargamento da escolaridade ao 12º ano vão aumentar os actos de indisciplina e de violência. Infelizmente as famílias encaram a escola como o local onde os filhos têm de estar enquanto trabalham e não o local de aprendizagem que os filhos precisam para se prepararem para o futuro. E é claro que com esta “desvalorização” familiar vem a desvalorização da sociedade e portanto há muitos alunos que não querem estar na escola, logo aumenta o leque de problemas.

A escola tem de se transformar, rapidamente, num local de trabalho e exigência, para que possamos ter ambiente de trabalho e dessa forma o nosso futuro como sociedade esteja garantido. Se não for este o caminho irão surgir mais casos de infelicidade na escola, mais professores e alunos vão ter vontade de terminar a sua vida escolar. Surgirão outros casos limite e, eventualmente, outros suicídios.

Ler a notícia do PUBLICO

Fevereiro 13, 2010

Ofender a pobreza

Filed under: diversos,educação,políticos,Portugal,vergonha — Zepovinho @ 12:27 pm

Quando se discutem medidas para diminuir o défice das contas públicas, quando se dá aumento zero aos funcionários públicos, lê-se esta notícia.

Edifício em escola de Torres Novas que custou um milhão, há oito anos, vai ser demolido

Um edifício construído há apenas oito anos para substituir um conjunto de pavilhões prefabricados da Escola Secundária Maria Lamas (ESML), em Torres Novas, vai ser demolido e substituído por um novo por não respeitar as normas legais referentes à certificação energética e qualidade do ar em vigor desde 2006.

Ler o artigo completo

Mas que país é o nosso? Os altos responsáveis cometem erros e ninguém é responsabilizado?

Janeiro 24, 2010

A grande burla

Filed under: conspiração,educação,políticos,Portugal,portugueses,vergonha — Zepovinho @ 2:37 pm

A grande burla

Por Vasco Pulido Valente

Pela primeira vez, uma alta personagem do Estado – o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio – reconheceu que o problema do nosso perene “atraso” é um “problema histórico”. Falta agora reconhecer que o regime democrático que, não sem dificuldade, saiu do “25 de Abril tratou esse problema com erros também “históricos”, que complicaram tudo e resolveram muito pouco. Desses erros, dois sempre se distinguiram desde o século XIX: a política de educação e a política de obras públicas. Da política de obras públicas não vale a pena falar, quando o desastre é mais do que patente. Mas vale a pena falar da política de educação, que se tornou o tropo obrigatório da retórica ortodoxa e que governo sobre governo tomaram, ou disseram que tomaram, como prioridade absoluta.

Fiquemos por enquanto pelo ensino superior. Segundo um inquérito recente do prof. Vítor Crespo, antigo ministro de Sá Carneiro, Portugal é hoje o país da Europa com mais instituições de ensino superior por milhão de habitantes (17) e, naturalmente, com mais cursos (4870). Existem por aí 825 licenciaturas diferentes (não se imagina em quê) e 133 só em engenharia. Parece que este caos se criou porque, nas doutas palavras de Sobrinho Teixeira, “os jovens de Bragança, Beja ou Covilhã têm (…) o mesmo direito” a uma vida decente do que os jovens de Lisboa, do Porto ou de Coimbra. Claro que, se os sentimentos são louváveis (embora, no caso, sem sentido), a qualidade é baixa e a “excelência” rara ou até nula. Ultimamente foi criada uma “Agência de Avaliação e Acreditação” para limitar ou reduzir esta catástrofe. Mas, como declarou o respectivo presidente, se houver “rigidez”, quer ele dizer na sua, um mínimo de exigência, não fica nada, ou quase nada, aberto.

Ou seja, apesar do palavrório e dos trémulos de voz (quem não se lembra de Guterres com o coração na boca?), o Estado nunca de facto se preocupou em educar os portugueses. Ou porque não sabia o que era a educação (coisa provável e muitas vezes manifesta no pessoal dirigente) ou porque se limitou a ceder a pressões – regionais, corporativas, económicas, partidárias – com um total desprezo pelo resultado. Neste capítulo, o grande “esforço” oficial, como eles gostavam de chamar à falcatrua, não passou na prática de puro fingimento. Não admira que estejam hoje no desemprego entre 40 e 50.000 “licenciados”. Nem que a produtividade não aumente. O que admira é que ninguém perceba que Portugal fabricou a sua própria miséria: por desleixo, corrupção e militante estupidez.

Artigo retirado daqui.

Outubro 13, 2009

Avaliação Docente e desempenho dos alunos nos rankings

Filed under: educação,opiniões,políticos,Portugal — Zepovinho @ 6:37 pm

A escola onde a prioridade foi a preservação do ambiente de escola e a ADD não foi uma preocupação, sem aulas assistidas nem pretensões meritórias, a classificação final dos alunos ficou no primeiro terço da tabela, pouco a seguir do 400º lugar, bem bom para a população estudantil que serve.

A 500 metros há outra escola, com director precoce, adesivado até à medula e com tiques de tiranete, e implementação da ADD logo no primeiro período, escola de onde é prática enxotarem os casos problemáticos para aqueloutra. Encontra-se 500 lugares abaixo na tabela quase a caminho do 1000º lugar.

Ler o artigo completo no Blogue de Paulo Guinote.

E agora?

Filed under: educação,futuro,políticos,Portugal — Zepovinho @ 6:34 pm

Depois de uma “vitória extraordinária” (?) nas eleições legislativas e nas autárquicas, como vai ser o novo governo de Sócrates?

Não acredito muito na nova postura de diálogo e no tratamento com “delicadeza” que vai dedicar aos professores. Acho que tudo não passa de mais um embuste. Estes amigos só estão preocupados com as suas posições, com os seus lugares no governo que mais tarde lhes permitirão ter uma (ou mais) boa reforma, ou um lugar nas empresas privadas.

Veremos quem vai ser o próximo ministro da educação (ou ministra) e quais vão ser as políticas.

É necessário mudar de políticas, não apenas em relação aos professores, mas em relação à escola pública e ao modo como não se exige nada aos alunos. Andamos todos a entreter, a fazer de conta que o sistema funciona, mas na prática, funciona muito mal. Nas escolas há muitos papéis, muitos relatórios, muitos projectos, mas na maior parte dos casos, não servem para nada. Se os alunos não investirem na educação, se os pais não investirem nos filhos e na exigência que lhes deve ser proporcionada pela escola, então andamos a criar gente com escolaridade, mas analfabetos funcionais e preguiçosos.

Estou muito curioso para ver como vai evoluir a Avaliação Docente e como vão dar a volta a tantas situações diferentes (de escola para escola). Como vai evoluir a posição dos directores de escola, agora que, em princípio, vai acabar a dureza ministerial.

Agosto 4, 2009

A vergonha em que Portugal se encontra

Filed under: opiniões,políticos,Portugal — Zepovinho @ 11:17 am

Como é possível que o TC reconheça que há aspectos legais que apresentam discrepâncias e não se pronuncia? Há qualquer coisa de podre na democracia portuguesa. O governo faz o que quer, reconhece haver discrepâncias, e tudo fica na mesma? A legalidade é só para invocar quando convém ao partido do governo?

Admirem-se que os eleitores estejam fartos dos políticos e cada vez votem menos nas eleições…

Ler a notícia no jornal da Fenprof

Opinião da lista 3R que concorreu ao SPGL

Contributos para uma discussão

Frente jurídica

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