Depois de uma “vitória extraordinária” (?) nas eleições legislativas e nas autárquicas, como vai ser o novo governo de Sócrates?
Não acredito muito na nova postura de diálogo e no tratamento com “delicadeza” que vai dedicar aos professores. Acho que tudo não passa de mais um embuste. Estes amigos só estão preocupados com as suas posições, com os seus lugares no governo que mais tarde lhes permitirão ter uma (ou mais) boa reforma, ou um lugar nas empresas privadas.
Veremos quem vai ser o próximo ministro da educação (ou ministra) e quais vão ser as políticas.
É necessário mudar de políticas, não apenas em relação aos professores, mas em relação à escola pública e ao modo como não se exige nada aos alunos. Andamos todos a entreter, a fazer de conta que o sistema funciona, mas na prática, funciona muito mal. Nas escolas há muitos papéis, muitos relatórios, muitos projectos, mas na maior parte dos casos, não servem para nada. Se os alunos não investirem na educação, se os pais não investirem nos filhos e na exigência que lhes deve ser proporcionada pela escola, então andamos a criar gente com escolaridade, mas analfabetos funcionais e preguiçosos.
Estou muito curioso para ver como vai evoluir a Avaliação Docente e como vão dar a volta a tantas situações diferentes (de escola para escola). Como vai evoluir a posição dos directores de escola, agora que, em princípio, vai acabar a dureza ministerial.