Educação em Portugal

Novembro 28, 2009

Demagogias

Arquivado em: educação, hipócrisias, opiniões — Zepovinho @ 10:16 pm

É pasmoso como numa edição do Expresso em que se dá conta da super-derrapagem das contas da Fundação para as Comunicações Móveis (600 milhões de euros de prejuízo em pouco mais de um ano), alguém escreva de novo algo como «os custos com a remuneração dos professores aumentarão exponencialmente».

Ou que se insista em argumentos meritocráticos, quando se sabe que os três administradores responsáveis pelo sucesso da FCM tiveram, nos últimos meses de 2008, salários superiores aos do primeiro-ministro (eu sei, eu sei, mas abstraiam-se do actual ocupante do cargo e concentrem-se na função…).

É indispensável sublinhar que – como também vem na 1ª página do Expresso - o BPN já custou 4 mil milhões de euros à CGD, enquanto os custos com os slários dos professores é, comparativamente, um valor infinitesimal: 20 milhões será o custo alegado dos ajustes salariais em 2010.

Há aqui algo de radicalmente demagógico nestes articulistas de bancada, talvez influenciados pela proximidade de alguém que se julga merecedor(a) do reconhecimento do mérito e, quiçá, infeliz, de perder um títalo.

Alguém acredita que são os salários dos professores a desequilibrar o Orçamento de Estado? Podem demonstrá-lo?

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É realmente confrangedor como alguns atacam os professores, de uma forma tão primária.

Outubro 13, 2009

Avaliação Docente e desempenho dos alunos nos rankings

Arquivado em: Portugal, educação, opiniões, políticos — Zepovinho @ 6:37 pm

A escola onde a prioridade foi a preservação do ambiente de escola e a ADD não foi uma preocupação, sem aulas assistidas nem pretensões meritórias, a classificação final dos alunos ficou no primeiro terço da tabela, pouco a seguir do 400º lugar, bem bom para a população estudantil que serve.

A 500 metros há outra escola, com director precoce, adesivado até à medula e com tiques de tiranete, e implementação da ADD logo no primeiro período, escola de onde é prática enxotarem os casos problemáticos para aqueloutra. Encontra-se 500 lugares abaixo na tabela quase a caminho do 1000º lugar.

Ler o artigo completo no Blogue de Paulo Guinote.

Agosto 9, 2009

A Educação Sexual em meio escolar

Arquivado em: opiniões — Zepovinho @ 2:22 pm

Agosto 5, 2009

Opiniões

Arquivado em: opiniões — Zepovinho @ 12:45 pm

Agosto 4, 2009

A vergonha em que Portugal se encontra

Arquivado em: Portugal, opiniões, políticos — Zepovinho @ 11:17 am

Como é possível que o TC reconheça que há aspectos legais que apresentam discrepâncias e não se pronuncia? Há qualquer coisa de podre na democracia portuguesa. O governo faz o que quer, reconhece haver discrepâncias, e tudo fica na mesma? A legalidade é só para invocar quando convém ao partido do governo?

Admirem-se que os eleitores estejam fartos dos políticos e cada vez votem menos nas eleições…

Ler a notícia no jornal da Fenprof

Opinião da lista 3R que concorreu ao SPGL

Contributos para uma discussão

Frente jurídica

Agosto 1, 2009

Povo inculto=povo fácil de (des)governar

Arquivado em: Portugal, bom senso, educação, opiniões, políticos, portugueses — Zepovinho @ 2:38 pm

Podemos perguntar porque razão os políticos têm maltratado tanto a Educação em Portugal, nas últimas décadas. A razão é simples.

Se existisse uma correcta e séria política educativa que alterasse todo este estado de coisas, a educação seria o melhor investimento de futuro do país. Um povo educado e culto sabe como consumir; valoriza a cultura, a arte e o património cultural e ambiental; preserva a natureza e despreza o ilusório e ostentatório; exige competência dos seus superiores profissionais, orgânicos, sociais e políticos; não elege qualquer um ou qualquer vendedor de ilusões para assumir cargos de direcção pública… Não se verga a directivas absurdas, nem se compraz com a corrupção (re)elegendo corruptos! Exerce a sua cidadania de corpo e alma não esperando que outros resolvam os problemas por si. Até apetece perguntar: a quem interessa a teimosia na manutenção deste estado de coisas… na educação? Salazar já sabia que um povo inculto era mais fácil de domar, governar!

Concordo inteiramente com esta visão. Aliás, o último governo, foi exímio na arte de enganar e iludir os portugueses, pois só assim se mantiveram no governo.

Mas infelizmente é o país que somos e ainda temos muito que evoluir. O tempo dirá em que direcção seguimos.

Julho 18, 2009

O adeus da ministra da Educação

Arquivado em: opiniões, políticos — Zepovinho @ 3:57 pm

O adeus da ministra da Educação Opinião – Cartas ao Director – Jornal PUBLICO – Manuel Carvalho – 20090718

Símbolo perfeito da era Sócrates, a política de Maria de Lurdes Rodrigues acaba como a maioria das grandes reformas do primeiro-ministro: incompletas ou em estado vegetativo. Já se pode fazer o testamento político da ministra da Educação. Depois de ter anunciado ontem o prolongamento do Simplex da avaliação, Maria de Lurdes Rodrigues fechou a política do ministério para balanço e, como Mário Lino, vai-se dedicar a mudar algumas coisas para que tudo fique como está até Outubro. Quem viu e ouviu as suas palavras de coragem há alguns meses, não deixa de estranhar a sua opção por cuidados paliativos, em vez de tentar a ressurreição da sua reforma moribunda, a da avaliação dos professores. A ministra cumpriu o seu mandato e abdicou de governar. Percebe-se. A dois meses das eleições, não é recomendável irritar ainda mais uma classe profissional enorme e com ramificações em praticamente todaques com ovos à porta das escolas. Lendo o texto destas imagens há-de, no entanto, perceber-se que, no contexto as as famílias portuguesas.
Para a posteridade, Maria de Lurdes Rodrigues ficará em primeiro lugar associada a manifestações gigantescas ou a menos dignos atconformista e comezinho da política portuguesa, ela foi um raro e surpreendente exemplo de convicção e coragem. Se nos capítulos finais da sua reforma da avaliação houve lugar à tergiversação ou ao recuo, não é a ela a quem se deve pedir explicações, mas aos superiores interesses do Governo e do seu primeiro-ministro.
O que torna esta discussão complexa é o facto de as grandes reformas não se fazerem apenas de coragem e determinação. Fazem-se também com sensibilidade e sentido estratégico. Como muitos críticos prenunciaram nos primeiros dias da reforma da avaliação, nunca seria possível obter o sucesso de um modelo justo e compreensível contra a esmagadora maioria da classe. Veja-se, a propósito, o que diz o mais recente relatório da OCDE sobre a avaliação: “Para uma reforma bem-sucedida é necessário o envolvimento e a motivação dos professores”. Mais: “uma avaliação de professores com consequências (…) só acontecerá se os professores se sentirem motivados para fazer o processo funcionar”.

Esta insensibilidade da ministra foi afinal a origem da sua tragédia política. Sabendo-se que uma avaliação a sério, com critérios, quotas para os mais profissionais ou mais talentosos, metodologias, etc. seria sempre rejeitada pelas áreas mais conservadoras ou retrógradas da docência, restava ao ministério um caminho: estabelecer alianças com os professores que, em surdina, se queixam da falta de exigência e do laxismo que grassam em tantas salas de aula do país. Num primeiro momento, Maria de Lurdes Rodrigues deu sinais de que estava a trilhar esse caminho. Os bons professores pareciam dispostos a encarar de frente essa grave injustiça que garante a mesma progressão na carreira aos competentes e dedicados como aos incompetentes e negligentes.
Até que veio o estatuto da carreira docente e os concursos para professor titular. Num ápice, por critérios burocráticos ou simplesmente relacionados com o tempo de serviço, centenas ou milhares de jovens ávidos de mudança viram os melhores cargos ser ocupados por professores cujo mérito consistia apenas em estar no lugar certo na hora certa. Imediatamente ficou claro que o concurso dos titulares cristalizava na prática os defeitos de uma escola que a avaliação tentava combater. A partir dessa hora fundamental, a ministra concentrou na sua pessoa todas as iras e todas as frustrações. Com o tempo e o desgaste, acabaria condenada ao papel que representou esta semana: a de um actor que já não conta para o enredo.
Símbolo perfeito da era Sócrates, a política da ministra acaba como a maioria das grandes reformas do primeiro-ministro: incompletas ou em estado vegetativo. No seu caso, porém, há um méritos a salvaguardar. No futuro próximo, seja qual for o governo, a progressão automática na carreira docente vai acabar. A bem da justiça entre os professores e do ensino, teremos ao menos de lhe agradecer esta mudança.

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