Educação em Portugal

Julho 2, 2009

Contributos para compreender o sistema educativo

Arquivado em: bom senso, educação, europa, políticos — Zepovinho @ 10:56 pm

Por outro lado e para além dos constrangimentos económicos de um país pobre, há uma acumulação de erros que resultam de vários factores: decisões políticas menos felizes, mormente no que se refere à concepção do ensino obrigatório que, como atrás se disse, desresponsabilizava o aluno. Por outro lado, desde que entrámos na OCDE, ainda no regime anterior, que as preocupações pelas estatísticas parecem tornarem-se preponderantes, dando uma aparência de sucesso das políticas assumidas e levando a uma atitude de facilitação por parte de alguns professores. Julgo que uma deficiente preparação dos alunos no 1.º ciclo condiciona o sucesso escolar posterior e incompreensivelmente há alunos que chegam ao 2.º ciclo sem saberem ler e escrever e, por isso, dever-se-ia olhar com mais atenção o que se passa neste ciclo das aprendizagens mais básicas. E estas realidades são muitas vezes ocultadas pela tendência para o predomínio das retóricas eloquentes, dos grandes slogans. Certamente que elas são bem intencionadas, mas são desfasadas em relação aos meios disponíveis para a sua concretização, como se elas bastassem para mudar a realidade.”

Para compreender a triste situação do nosso sistema educativo é fundamental ler e compreender o texto apresentado no blog De Rerum Natura.

Julho 1, 2009

Estamos a trair os jovens?

Arquivado em: bom senso, educação, europa, hipócrisias, políticos — Zepovinho @ 10:21 pm

“We have betrayed several generations of children in many ways — by giving the teaching of skills priority over that of knowledge, by making exams easier out of a false egalitarianism, by letting them choose their own morality from a soup of political correctness, by over-emphasising the importance of the computer as if it were anything more than a useful tool, and of the internet as if it were more content-rich than books.”

(“Em muitos aspectos, traímos várias gerações de crianças – demos prioridade ao ensino por competências, em detrimento dos conhecimentos, fizemos exames mais fáceis em nome de uma falsa igualdade social, permitimos que elas fizessem as suas escolhas morais no contexto confuso do politicamente correcto, enfatizámos a importância do computador, como se ele fosse mais do que uma ferramenta útil, e supusemos que a internet era mais rica do que os livros em conteúdos.”)

A não perder este artigo do blog De Rerum Natura.

Junho 7, 2009

As eleições

Arquivado em: europa, liberdade, políticos — Zepovinho @ 9:31 pm

Sr. Engenheiro

O Povo não se engana.
A política arrogante, teimosa e caceteira que o Partido do Sócrates tem teimado em exercer foi, claramente, reprovada.

Como professor só posso estar satisfeito, por esta política de mentira que tem vindo ser seguida na escola ter sido derrotada. A minha querida ministra acabou de mostrar na televisão a sua costela mal criada e arrogante, ao vermos como tratou os jornalistas que a queriam ouvir.

Os “professorzecos”, como nos apelidaram, vão amanhã para as escolas com um sorriso nos lábios. Ainda nada está ganho, mas foi dado um claro aviso ao PS para não seguir a política errada que tem seguido até agora. Veremos como evoluem os próximos tempos. Vai ser também curioso ver como se vão comportar, nas escolas, os professores que se colaram, como adesivos, às políticas deste governo.

A vida continua e agora, com mais ânimo, teremos de preparar os próximos embates eleitorais e mostrar ao PS que não se pode governar contra as pessoas e com ataques baixos contra os professores. Estes são o garante do futuro e o país nada ganha em ter professores ofendidos e rebaixados. Será que a força da razão vence a razão da força?

Junho 1, 2009

Alunos do Leste europeu com fraca imagem do nosso sistema educativo

Arquivado em: disciplina, educação, europa, portugueses — Zepovinho @ 11:51 am

Algo que já sentíamos, como professores, acabou agora de ser comprovado através de uma tese de mestrado pelo professor António Sota Martins.

António Sota Martins inquiriu 153 alunos do 1º ciclo ao Secundário. Para a maioria deles (57%) o pior da escola é “o comportamento dos alunos portugueses”. De acordo com o docente, os alunos manifestaram não compreender “a indisciplina e os níveis de insucesso” dos seus colegas.

Na realidade é um paradoxo como estes alunos apesar de tudo conseguem por vezes ter melhores resultados a Língua Portuguesa que os alunos portugueses. É claro que a sua capacidade de trabalho e aplicação é diametralmente oposta à de muitos alunos portugueses.

Fonte:
http://www.profblog.org/2009/06/pais-dos-alunos-do-leste-dao.html

Janeiro 20, 2009

Os filhos chulos (!?)

Arquivado em: educação, europa, portugueses — Zepovinho @ 10:23 pm

Os filhos chulos
Miguel Esteves Cardoso Ainda ontem – 20090120
Jornal PUBLICO

Ainda bem que a União Europeia foi estudar em que países, segundo os pais, os filhos são mais felizes. Regra geral, é nos países mais ricos que os pais acham que os filhos estão melhor. Nos pobres, é o oposto. Ainda bem que a União Europeia foi estudar em que países, segundo os pais, os filhos são mais felizes. Regra geral, é nos países mais ricos que os pais acham que os filhos estão melhor. Nos pobres, é o oposto. Faz sentido.
Excepto em Portugal. Aqui, apesar da pobreza, achamos que os nossos filhos são felizes. Fazem o que querem e é raro ficarem tristes ou em casa: são rebentos que rebentam de tanto frutificar. Estão no Paraíso. Com uma excepção: a escola. Essa cabresta. Aí, acham os paizinhos, não estão nada bem. É que puxam muito por eles.
Insistem que estudem. Não compreendem que só se é novo uma vez. Como contou Catarina Gomes no PÚBLICO de sábado: “Inquiridos sobre o bem-estar dos filhos na escola [as respostas dos] pais portugueses estiveram muito abaixo da média europeia.”
Ainda bem que os filhos portugueses foram denunciados. São a esponja da nação. Absorvem toda a riqueza nacional. Sugam-na até ao tutano.
Desde crianças que são mais bem vestidas do que os pais. Não largam o ninho antes dos 30. E, mesmo assim, só com aliciantes. Ser filho é a grande profissão nacional. Não trabalham; não estudam; não dão satisfações. Não pagam renda; não deixam gorjetas; não gastam senão o essencial. São bilionários do egoísmo e do bel-prazer.
É a condição dos pais que arrasta Portugal para a pobreza, pela miséria que resta do financiamento da filharada. Ao menos que saibam que valeu a pena e que não há na Europa filhotes mais felizes. Ao menos isso.

Dezembro 23, 2008

A avaliação do desempenho docente

Arquivado em: Portugal, educação, europa — Zepovinho @ 2:28 pm

A avaliação dos professores é um aspecto em que muitos opinam mas nem sempre têm conhecimentos para o fazer. Muitos querem comparar o desempenho docente a outras actividades profissionais esquecendo que não se pode comparar o que é diferente. A actividade docente é um trabalho de relação interpessoal, de valorização e transmissão do conhecimento e pretende atingir um fim – o conhecimento do aluno – que não se pode comparar a outros serviços ou produção de bens materiais. A aprendizagem que o aluno faz depende de muitos factores, sendo que não depende apenas do papel desempenhado pelo professor, mas também de factores externos à escola, como o agregado familiar, a sua inserção social e competências e particularidades pessoais do aluno.

A propósito deste tema convém referir que há um estudo realizado na Europa e América que se baseia na comparação de vários modelos de carreira docente e respectiva avaliação. Tive conhecimento deste estudo a partir dos comentários do Blog A Educação do meu Umbigo. Depois pesquisei na Internet e encontrei o estudo referido.

Estudo da Unesco >>>

Página de pesquisa no Google >>>

Apresentação / resumo do estudo >>>

Março 12, 2008

Diferentes abordagens.

Arquivado em: educação, europa — Zepovinho @ 5:50 pm

Para o bem e para o mal, eis uma abordagem sueca.
Será o futuro da educação no Ocidente? Vantagens e inconvenientes?

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