Educação em Portugal

Novembro 3, 2009

Nova ministra da Educação

Arquivado em: educação, futuro, políticos — Zepovinho @ 7:52 pm

Já tomou posse o novo governo do PS. Já apresentou o seu programa de governo. Afinal de contas, apesar de ter perdido a maioria absoluta, parece que nada mudou na cabeça do Sr. José Sócrates. Volta outra vez a eterna teimosia, a cega visão de um homem que sabe tudo, sem ouvir ninguém quem discorde dele. Aliás parece que um dos grandes problemas da sociedade portuguesa é o casamento entre pessoas do mesmo sexo(!?)

A nova ministra vai governar a Educação, ou vai apenas ser uma marioneta nas mãos do PM? Terá força política para alterar políticas, ou não?

A nova ministra da Educação, caso seja ela a definir efectivamente a política do seu ministério, deverá concentrar a sua acção em quatro vectores essenciais:

- Pacificar o ambiente que existe entre a classe docente e a tutela, contribuindo de forma activa para ultrapassar a imensa quebra de confiança que se criou durante o mandato anterior. Para isso é essencial que reabra o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente e dê sinais inequívocos que o modelo de avaliação do desempenho é para ser substituído até final de 2009.

- Fomentar um clima de exigência, rigor e disciplina no trabalho quotidiano das escolas, a todos os níveis, incluindo uma responsabilização directa dos alunos (e famílias) pela sua assiduidade, pelo seu desempenho e comportamento na sala de aula e nos espaços escolares.

- Promover de forma consequente uma reflexão profunda sobre a reorganização dos ciclos de escolaridade, a estrutura curricular e os conteúdos programáticos das diversas disciplinas.

- Apostar num ensino de qualidade e não apenas de quantidade, em especial no que se refere à chamada escola a tempo inteiro e à ocupação plena dos tempos escolares. Mais escola não significa necessariamente melhor escola.

Artigo publicado no site do Paulo Guinote

Outubro 22, 2009

Adeus minha senhora

Arquivado em: bom senso, educação, futuro, políticos — Zepovinho @ 9:25 pm

A Sra. MLR foi avaliada pelos portugueses através dos votozinhos (conforme palavras da dita senhora). O PS perdeu a maioria absoluta e agora tem de ensaiar uma abordagem mais simpática e delicada.

Foi nomeada a Sra. Isabel Alçada. Vamos ver. A mudança das pessoas não é nada, vamos ver as políticas que propõem e as práticas que estabelecem. O facto de ter dito que concordava com as políticas da anterior ministra não é muito abonatório.

Apesar de terem escolas novas, muitos alunos continuam a apreciar os seus professores. Foi uma boa forma (simbólica até) de despedida da anterior ministra. Veja-se aqui.

Outubro 13, 2009

Avaliação Docente e desempenho dos alunos nos rankings

Arquivado em: Portugal, educação, opiniões, políticos — Zepovinho @ 6:37 pm

A escola onde a prioridade foi a preservação do ambiente de escola e a ADD não foi uma preocupação, sem aulas assistidas nem pretensões meritórias, a classificação final dos alunos ficou no primeiro terço da tabela, pouco a seguir do 400º lugar, bem bom para a população estudantil que serve.

A 500 metros há outra escola, com director precoce, adesivado até à medula e com tiques de tiranete, e implementação da ADD logo no primeiro período, escola de onde é prática enxotarem os casos problemáticos para aqueloutra. Encontra-se 500 lugares abaixo na tabela quase a caminho do 1000º lugar.

Ler o artigo completo no Blogue de Paulo Guinote.

E agora?

Arquivado em: Portugal, educação, futuro, políticos — Zepovinho @ 6:34 pm

Depois de uma “vitória extraordinária” (?) nas eleições legislativas e nas autárquicas, como vai ser o novo governo de Sócrates?

Não acredito muito na nova postura de diálogo e no tratamento com “delicadeza” que vai dedicar aos professores. Acho que tudo não passa de mais um embuste. Estes amigos só estão preocupados com as suas posições, com os seus lugares no governo que mais tarde lhes permitirão ter uma (ou mais) boa reforma, ou um lugar nas empresas privadas.

Veremos quem vai ser o próximo ministro da educação (ou ministra) e quais vão ser as políticas.

É necessário mudar de políticas, não apenas em relação aos professores, mas em relação à escola pública e ao modo como não se exige nada aos alunos. Andamos todos a entreter, a fazer de conta que o sistema funciona, mas na prática, funciona muito mal. Nas escolas há muitos papéis, muitos relatórios, muitos projectos, mas na maior parte dos casos, não servem para nada. Se os alunos não investirem na educação, se os pais não investirem nos filhos e na exigência que lhes deve ser proporcionada pela escola, então andamos a criar gente com escolaridade, mas analfabetos funcionais e preguiçosos.

Estou muito curioso para ver como vai evoluir a Avaliação Docente e como vão dar a volta a tantas situações diferentes (de escola para escola). Como vai evoluir a posição dos directores de escola, agora que, em princípio, vai acabar a dureza ministerial.

Agosto 9, 2009

Educação sexual em Espanha

Arquivado em: disparates, educação, jovens — Zepovinho @ 2:28 pm
Um guia do Ministério da Igualdade do Governo Zapatero, destinado ao esclarecimento sexual das alunas dos 8 aos 16 anos de idade, aconselha abertamente as raparigas a abortarem, quanto antes e sem o consentimento dos pais, logo que fiquem grávidas. E o guia chega mesmo a afirmar: “não há uma idade para iniciar a vida sexual e não deves deixar que alguém te dê ordens sobre isso. A decisão é tua. És dona do teu prazer!”
Isto é dito numa brochura do Governo distribuída nas escolas. E a brochura é para ser lida por raparigas a partir dos 8 anos de idade! A mensagem é clara: “não há uma idade para iniciar a vida sexual”. Não há? Quer isto dizer que a ministra da igualdade, um nome que parece tirado do livro 1984 de George Orwell, acha bem que uma criança de 8 anos de idade já tenha vida sexual? E deva decidir sozinha porque é “dona do seu prazer”? Valha-me Deus, onde chega a estupidez humana dos “socialistas” armados em radicais para esconderem as cumplicidades com a alta finança.
Continuar a ler aqui.

Para quem quiser confirmar a origem da notícia.

A propósito veja-se o que se aconselha em Cuba.

Agosto 1, 2009

Povo inculto=povo fácil de (des)governar

Arquivado em: Portugal, bom senso, educação, opiniões, políticos, portugueses — Zepovinho @ 2:38 pm

Podemos perguntar porque razão os políticos têm maltratado tanto a Educação em Portugal, nas últimas décadas. A razão é simples.

Se existisse uma correcta e séria política educativa que alterasse todo este estado de coisas, a educação seria o melhor investimento de futuro do país. Um povo educado e culto sabe como consumir; valoriza a cultura, a arte e o património cultural e ambiental; preserva a natureza e despreza o ilusório e ostentatório; exige competência dos seus superiores profissionais, orgânicos, sociais e políticos; não elege qualquer um ou qualquer vendedor de ilusões para assumir cargos de direcção pública… Não se verga a directivas absurdas, nem se compraz com a corrupção (re)elegendo corruptos! Exerce a sua cidadania de corpo e alma não esperando que outros resolvam os problemas por si. Até apetece perguntar: a quem interessa a teimosia na manutenção deste estado de coisas… na educação? Salazar já sabia que um povo inculto era mais fácil de domar, governar!

Concordo inteiramente com esta visão. Aliás, o último governo, foi exímio na arte de enganar e iludir os portugueses, pois só assim se mantiveram no governo.

Mas infelizmente é o país que somos e ainda temos muito que evoluir. O tempo dirá em que direcção seguimos.

Julho 27, 2009

A mentira das “Novas Oportunidades”

Arquivado em: disparates, educação, hipócrisias, políticos — Zepovinho @ 7:00 pm

O país encontra-se com uma taxa muito baixa de escolaridade em relação aos países da UE (União Europeia). Logo há necessidade de colmatar esta situação e, para isso foram criadas “As Novas Oportunidades”, uns cursinhos intensivos de três meses, no fim dos quais os “estudantes” (agora com o nome pomposo de formandos) obtêm o certificado de equivalência ao 9º ou 12º anos. Fantástico, se os cursinhos fossem a sério!…

Perante a publicidade aos referidos cursos, aqueles que abandonaram a escola ou, por qualquer razão não concluíram um dos ciclos de escolaridade, esfregaram as mãos de contentes, uma vez que agora se lhes oferece a oportunidade de obterem um certificado de habilitações que lhes poderá vir a ser útil. E como diz o ditado “mais vale tarde do que nunca”, eles lá se inscreveram. Por outro lado, três meses das 7.00 as 10.00 horas, horário pós-laboral, uma vez por semana, era coisa fácil de realizar. Coitados daqueles que andam 3 anos (7º, 8º e 9º anos) para concluírem o 3º ciclo!!! Isso é que é difícil!

Continuar a ler este post aqui.

Julho 19, 2009

É a hora do Adeus

Arquivado em: educação, políticos — Zepovinho @ 1:49 pm

Julho 15, 2009

Orgulho,diz ela

Arquivado em: educação, políticos, portugueses — Zepovinho @ 9:51 pm

A Língua não é apenas um meio de comunicação, é também um instrumento de conhecimento e de pensamento. A Língua fala em nós tanto quanto nós a falamos, constitui o elemento fundamental da nossa identidade enquanto povo (e, sobretudo, enquanto “pátria”, pluralidade de valores identitários que herdámos dos nossos país e que os nossos filhos herdarão de nós). São, por isso, dramáticas as notícias que dão conta de que, nos recentes exames nacionais do 9.º ano, o número de negativas a Língua Portuguesa aumentou 70%, apesar de o actual ME ter levado o nível de exigência dos exames ao grau zero. A falta de exigência a que se chegou é tal que, para se opor à opinião dos peritos para quem os exames do 12.º ano de Matemática foram este ano de novo “escandalosamente fáceis”, o presidente da APM argumenta que o exame “tinha algumas coisas que exigiam alguma interpretação de (…) linguagem escrita”. Ou seja, o exame não seria assim tão fácil porque… exigia “alguma” interpretação de linguagem escrita. Isto a alunos do último ano do Secundário! Diz a ministra que o país devia “encher-se de orgulho” com isto…

Opinião de Manuel António Pina

A ilusão do ensino profissional

Arquivado em: disparates, educação, políticos — Zepovinho @ 9:48 pm

Talvez seja um “erro histórico” haver poços alunos no ensino profissional, mas para que este ensino não se torne numa fraude e numa ilusão eleitoral deste PS, talvez fosse conveniente apostar na qualidade e empregabilidade destes cursos. Não é o que se passa. Estão a abrir cursos profissionais mas não há investimento na formação e actualização do corpo docente, nem investimento nas escolas para melhorar e actualizar os equipamento tecnológicos.
A única coisa que interessa a Sócrates são os números. Basta vir à televisão e anunciar muitos números e fica todo satisfeito. Mas será que os portugueses não reparam que isto é uma pura ilusão?

Muitos cursos ditos profissionais decorrem sem condições que possam, elas próprias, ser consideradas profissionais. Quem conhece o sistema por dentro sabe das suas imensas imperfeições, as quais não se combatem esticando ainda mais o que existe, antes de colmatar as falhas que existem.

Anunciar 126.000 vagas, 116.000, 136.000, 106.000 ou 146.000 é absolutamente irrelevante e apenas serve para satisfazer a agenda eleitoralista do primeiro-ministro.

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