É pasmoso como numa edição do Expresso em que se dá conta da super-derrapagem das contas da Fundação para as Comunicações Móveis (600 milhões de euros de prejuízo em pouco mais de um ano), alguém escreva de novo algo como «os custos com a remuneração dos professores aumentarão exponencialmente».
Ou que se insista em argumentos meritocráticos, quando se sabe que os três administradores responsáveis pelo sucesso da FCM tiveram, nos últimos meses de 2008, salários superiores aos do primeiro-ministro (eu sei, eu sei, mas abstraiam-se do actual ocupante do cargo e concentrem-se na função…).
É indispensável sublinhar que – como também vem na 1ª página do Expresso - o BPN já custou 4 mil milhões de euros à CGD, enquanto os custos com os slários dos professores é, comparativamente, um valor infinitesimal: 20 milhões será o custo alegado dos ajustes salariais em 2010.
Há aqui algo de radicalmente demagógico nestes articulistas de bancada, talvez influenciados pela proximidade de alguém que se julga merecedor(a) do reconhecimento do mérito e, quiçá, infeliz, de perder um títalo.
Alguém acredita que são os salários dos professores a desequilibrar o Orçamento de Estado? Podem demonstrá-lo?
É realmente confrangedor como alguns atacam os professores, de uma forma tão primária.




