Educação em Portugal

Julho 4, 2010

Os maiores problemas da escola pública estão a montante dela

Filed under: disciplina,educação,Portugal,psicologia — Zepovinho @ 9:20 pm

O mais grave erro dos socialistas foi ignorarem que os maiores problemas da escola pública estão a montante dela. Explico:

1#. Os últimos 36 anos da História de Portugal foram arrasadores em termos de políticas sociais e de família. A profunda erosão dos valores familiares e o desprezo da elite iluminada e privilegiada pelas tradições, costumes, família tradicional e autoridade dos pais e dos professores provocaram desnorte, ausência de referências seguras e anomia nas novas gerações.

2#. Em 1973, a taxa de desemprego era de quase zero e a economia do País crescia, há mais de um década, a 5% ao ano. Desde 2000, que a economia não cresce e a taxa de desemprego atingiu os 10,9% no mês passado.

3#. Portugal tinha um sistema de ensino técnico e liceal de elevada qualidade. Em vez de alargar, gradualmente, o sistema, a elite política vencedora destrui-o.

4#. A taxa de nascimentos fora do casamento era residual. 36 anos depois, um terço das crianças nascem fora do casamento.

5#. O fenómeno do abuso de drogas era residual e atingia apenas as elites. Hoje, é um fenómeno de massas e atinge uma em cada três famílias.

6#. Em 1973, os jovens iniciavam a vida sexual mais tarde. Regra geral, depois dos 18 anos de idade. Hoje, iniciam-na cada vez mais cedo.

7#. O desemprego juvenil era residual. Hoje, atinge 22% dos jovens com idades entre os 20 e os 30 anos de idade e não pára de crescer.

8#. A família tradicional, constituída por mãe e pai, unidos pelo matrimónio, era a regra. Hoje, mais de 30% dos alunos crescem e vivem em famílias de novo tipo, muitas vezes com carácter disfuncional, ausência prolongada dos progenitores e adaptações forçadas das crianças e adolescentes a novos arranjos familiares de carácter episódico e incerto.

9#. Em 1973, a esmagadora maioria das crianças frequentava, para além da escola, agências de socialização primária (escoteiros e catequese, por exemplo) que lhes forneciam um enquadramento a nível comportamental e referências seguras ao nível dos valores. Hoje, esse enquadramento e referências estão ausentes da vida da maioria das crianças.

Tudo isto provoca um efeito devastador nos alunos. Os culpados são os políticos que governaram Portugal nos últimos 36 anos. Conscientes da desgraça social por eles provocada, optaram por fazer dos professores os bodes expiatórios, pedindo que eles concertem aquilo que os políticos destruíram. Pedem aos professores uma missão impossível e esgotam-nos com exigências, acusações e desconfiança.

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Junho 29, 2010

O mais importante é a disciplina

Filed under: disciplina,educação — Zepovinho @ 9:55 pm

The important factor in the classroom is not the size of the class – it
is discipline.

Ler o artigo no A Educação do  meu umbigo

Junho 1, 2010

O primeiro valor de uma escola tem de ser a disciplina

Filed under: disciplina,educação,opiniões — Zepovinho @ 8:57 pm
O primeiro valor de uma escola tem de ser a disciplina – porque sem ela não haverá nada do resto. A começar pelo bom ensino

Quase três meses depois do suicídio do professor Luís da Escola Básica de Fitares, Sintra, um inquérito concluiu que “não há factos que justifiquem procedimentos disciplinares”.

Num ensino dominado pelo bem-estar dos alunos acima de todas as coisas ninguém achará que se trata de uma surpresa. E nem sequer estou a pôr qualquer hipótese de que os alunos sejam culpados, conforme entende a família do professor e se pode depreender daquilo que ele deixou escrito no seu computador. Constato apenas que não há nenhum procedimento disciplinar. O culpado é apenas o professor, para pôr isto em termos claros e definitivos, que tinha depressões.

Fonte: Jornal i

Março 13, 2010

A grande vergonha

Filed under: disciplina,educação,futuro,Portugal,violência — Zepovinho @ 5:51 pm

Agora veio acima a grande vergonha em que a escola pública portuguesa se tem transformado nos últimos anos. Uma escola que não é um local de aprendizagem e de formação das novas gerações, mas sim o local de violência, de manutenção dos alunos apenas para estarem ocupados e de mentira organizativa e pedagógica.

Na Escola Básica de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra, continua a imperar o silêncio. Mas agora vem acompanhado de apreensão. De ainda mais medo. Muitos docentes olham para o caso do professor de Música que se suicidou e revêem-se no seu desespero. Luís atirou-se da Ponte 25 de Abril a 9 de Fevereiro por não aguentar a indisciplina dos alunos. Não era caso único. Era a ponta de um novelo que, ao ser desenrolado, revela histórias de professores agredidos por alunos e pais. Insultos verbais. O último caso grave aconteceu na semana passada. Uma professora de Educação Visual desmaiou depois de ter sido empurrada pelos alunos. Teve um traumatismo craniano.

É claro que há escolas com mais problemas que outras, mas não é assim um fenómeno tão localizado e insignificante como muitos querem fazer crer. Os últimos casos passaram-se em escolas tão díspares como Sintra, Moita e Mirandela. Só não vê quem não quer. Será que um professor tem de ter uma personalidade de polícia de choque para que possa dar aulas na escola pública portuguesa?

As palavras do Sr. Director da DRELVT são simplesmente chocantes e ofensivas. Perante a situação do professor que se suicidou foi lesto em dizer que o professor apresentava fragilidades de personalidade há muito tempo. E então, isso apaga toda a situação de humilhação que o professor sofria no desempenho da sua profissão? Perdoa a inabilidade (ou mesmo crueldade) da direcção da escola que sabia o que se passava e nada fez para penalizar os alunos? Ou o que esse professor sofreu é normal que aconteça numa sala de aula?

Afinal de contas o que se espera dos professores hoje em dia? Que sejam bons profissionais do ensino ou mártires pela causa da indisciplina e má educação que reina em Portugal?

Tudo o que se tem passado prova que a escola que temos está muito doente. Grande parte desta situação advém dos quatro anos de mandato de MLR. Foram quatro anos de constantes ataques aos professores, à sua honra, que produziu um grande desgaste da imagem destes profissionais na sociedade. O estatuto do aluno que nos impingiu destruiu o que restava da disciplina e respeito pelos professores. Agora somos uns burocratas de papel. As faltas não servem para nada. Passamos a vida a elaborar relatórios e os alunos cada vez estudam menos e portam-se cada vez pior. Mas exige-se cada vez mais que haja melhores taxas de aprovação. Há uma enorme pressão por parte das direcções unipessoais (outra herança de MLR) para criar um sucesso artificial e maravilhoso – está tudo bem, mesmo que debaixo do tapete o lixo se acumule. Os Srs directores põem e dispõem, pressionam os professores e ignoram os problemas até ao limite. Tudo o que querem é que a escola esteja tranquila. Quando se sabe de algo na opinião pública logo vêm desvalorizar, senão abafar, o mal que se passa.

Grassa a indisciplina e com ela vem a violência, mais ou menos acentuada. O pequeno acto de indisciplina acarreta a pequena violência que, inevitavelmente, degenera no bullying. Que não haja ilusões.

Com o alargamento da escolaridade ao 12º ano vão aumentar os actos de indisciplina e de violência. Infelizmente as famílias encaram a escola como o local onde os filhos têm de estar enquanto trabalham e não o local de aprendizagem que os filhos precisam para se prepararem para o futuro. E é claro que com esta “desvalorização” familiar vem a desvalorização da sociedade e portanto há muitos alunos que não querem estar na escola, logo aumenta o leque de problemas.

A escola tem de se transformar, rapidamente, num local de trabalho e exigência, para que possamos ter ambiente de trabalho e dessa forma o nosso futuro como sociedade esteja garantido. Se não for este o caminho irão surgir mais casos de infelicidade na escola, mais professores e alunos vão ter vontade de terminar a sua vida escolar. Surgirão outros casos limite e, eventualmente, outros suicídios.

Ler a notícia do PUBLICO

Março 10, 2010

Mais um professor agredido

Filed under: disciplina,educação,violência — Zepovinho @ 9:54 pm

Uma visão correcta da situação:

É esta cultura de desresponsabilização individual, apadrinhada até à exaustão pelos governos socialistas, que está a destruir o nosso país: privatização dos benefícios e socialização dos prejuízos.O vândalo que fez uma coisa destas devia ter sido impedido de regressar à escola. Mas quem vai ter de mudar de escola não é o agressor. É o professor. Que ainda por cima transportará a “mancha” de não saber lidar com os alunos.Ramiro Marques, ProfBlog

Março 5, 2010

Não podemos esquecer o que se passou em Mirandela

Filed under: bom senso,disciplina,educação,jovens,vergonha,violência — Zepovinho @ 6:24 pm

O site da TSF apresenta esta notícia:

Algumas organizações, entre elas, a secção portuguesa da Aministia Internacional, escreveram uma carta aberta ao Ministério da Educação exigindo uma investigação profunda ao caso do Leandro, a criança de 12 anos vítima de bullying, que se terá suicidado, atirando-se ao rio Tua.

A «indignação» perante estes factos terá levado cinco Organizações Não Governamentais (ONG) a sugerirem uma homenagem a Leandro, para que na próxima segunda-feira às 11:00, seja feito em todas as escolas do país um minuto de silêncio.

As ONG pedem ao Ministério da Educação, à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e ao conselho directivo da escola Luciano Cordeiro, que apurem todas as responsabilidades e que «as investigações sejam céleres e objectivas».

Ler o resto do artigo.

Concordo inteiramente com esta posição das ONG. Não podemos aceitar o que se passa nas escolas com alguns alunos. O que se passou em Mirandela é simplesmente inaceitável. Que sociedade queremos construir? A escola é também um elemento de transformação da sociedade. Se permitirmos que haja este tipo de opressão, então a sociedade futura será uma sociedade de opressores e oprimidos. Não é isso que queremos, pois não?

Julho 14, 2009

Os pais têm todo o direito de exigir professores competentes

Filed under: bom senso,disciplina,educação,pais — Zepovinho @ 6:24 pm

Os pais têm todo o direito de exigir professores competentes.

Não há dúvida. Esta questão é pacífica. Mas o problema da educação não está aí. Nas aulas que tive a ocasião de assistir, verifiquei o que já se sabia: os professores sabem como dar aulas, o que se passa é que, muitas vezes, não dispõem dos meios e condições humanas, técnicas e administrativas para o poder fazer com qualidade. Logo, genericamente, os professores são competentes ou, potencialmente, competentes.
Um dos maiores problemas está, por um lado, na deficiência dos meios e condições de trabalho e, por outro, na falta de reciprocidade na relação da maior parte das famílias e alunos com a escola e com os professores. Quero dizer, se os pais têm todo o direito de exigir competência e profissionalismo da parte dos professores, estes têm todo o direito de exigir dos pais dos seus alunos e também destes confiança e colaboração positiva com a escola e com os seus professores. Quando estes exigem dos seus alunos um comportamento adequado ao trabalho na sala de aula e reprimem com firmeza uma atitude descabida e, de imediato, um pai ou uma mãe, dando ouvidos acríticos às queixinhas do(a) filho(a), reage queixando-se de que o professor é “autoritário” ou “violento” ou “exagerado”, desautoriza completamente o professor e permite a continuidade do comportamento inadequado do seu filho, prejudicando-o e aos seus colegas.
E não se pense que a indisciplina é apenas a violência em meio escolar e que esta resulta das condições sócio-culturais das famílias. Podemos compreender e compreendemos, com certeza, que há muita gente com enormes dificuldades devido ao desemprego, trabalhos mal remunerados, etc. Mas ser pobre não é o mesmo que ser mal formado ou mal-educado! Há pessoas pobres dignas, respeitadoras e muito educadas, que aproveitam todas as oportunidades que a sociedade lhes oferece, incluindo a formação e educação em meio escolar, para poder sair da pobreza com dignidade. É uma mistificação pensar que os problemas de indisciplina nas escolas se devem à pobreza. O que se passa é bem diferente: instalou-se na sociedade portuguesa a ideia de que a democracia dá-nos, a todos, direitos e todos se sentem na obrigação de reclamar direitos sem a contrapartida e a reciprocidade dos deveres. E, portanto, a própria “educação” das crianças em boa parte das famílias, muitas delas da classe média, faz-se no sentido de que a criança tem direito a tudo, mas não tem o dever de nada. Explico-me melhor: a “educação” familiar, por razões que não importa aqui analisar, tem-se tornado demasiado permissiva. Grande parte das crianças é educada no consumismo com a Consola de Jogos, com a TV, com a NET, com o telemóvel de última geração, com o “Papá dá” para não ter que ouvir a berraria de um «Não!», com a Pizza, o Hamburguer e a Coca: habituadas a ter tudo e, raramente ou nunca, sem terem recebido um «Não». Não estão, de modo algum, preparadas para a frustração e partidas negativas que a vida nos prega. Quando chegam à escola, muitas crianças e adolescentes julgam que tudo lhes é permitido e nada lhes pode ser proibido. A educação, numa boa parte das famílias, tem sido hedonista e irresponsável, guiada apenas pela satisfação e prazer da criança, sem nunca se lhe exigir responsabilidades e contas pela sua liberdade. E isto nada tem a ver com a pobreza, mas com uma certa atitude perante a vida e a sociedade!
A nosso ver, a indisciplina daqui resultante, o julgar que pode usar o telemóvel, falar com o colega, sair do lugar, esconder por brincadeira o material escolar dos colegas, etc., sempre que lhe apetece, e desobedecer, sistematicamente, ao professor ou dizer, contrariando todas as evidências, «Mas eu não fiz nada! O(a) professor(a) é que pega comigo!», ou “O que é que eu fiz?!», etc., não resulta da pobreza mas, pelo contrário, dos excessos de uma “educação” permissiva que medrou nesta sociedade consumista, para a qual grande parte dos portugueses não estava nem está preparada, nem educada.

Logo, o Ministério da Educação, porque não fez o diagnóstico correcto do problema e pretendeu resolvê-lo pegando, exclusivamente, pelo lado dos professores, não resolveu problema nenhum pois pegou pela ponta errada! E toda esta situação é resultante, não da classe docente, mas de todo um conjunto de políticas erradas dos sucessivos governos, que a tal conduziram a sociedade portuguesa. Mas, como quem elege estes políticos e, indirectamente, estas políticas é a maioria dos portugueses, esta só têm que se queixar de si própria.

Zeferino Lopes, Prof. de Filos. na Escola Secundária de Penafiel, em 12 de Julho de 2009.

Fonte: http://educar.wordpress.com/2009/07/14/opinioes-zeferino-lopes/

Junho 1, 2009

Alunos do Leste europeu com fraca imagem do nosso sistema educativo

Filed under: disciplina,educação,europa,portugueses — Zepovinho @ 11:51 am

Algo que já sentíamos, como professores, acabou agora de ser comprovado através de uma tese de mestrado pelo professor António Sota Martins.

António Sota Martins inquiriu 153 alunos do 1º ciclo ao Secundário. Para a maioria deles (57%) o pior da escola é “o comportamento dos alunos portugueses”. De acordo com o docente, os alunos manifestaram não compreender “a indisciplina e os níveis de insucesso” dos seus colegas.

Na realidade é um paradoxo como estes alunos apesar de tudo conseguem por vezes ter melhores resultados a Língua Portuguesa que os alunos portugueses. É claro que a sua capacidade de trabalho e aplicação é diametralmente oposta à de muitos alunos portugueses.

Fonte:
http://www.profblog.org/2009/06/pais-dos-alunos-do-leste-dao.html

Maio 31, 2009

O mistério da sala de aula

Filed under: bom senso,disciplina,educação — Zepovinho @ 10:18 am
O mistério da sala de aula

31.05.2009, Daniel Sampaio

O incidente com a professora de Espinho adensa o mistério da sala de aula. O episódio levanta muitas questões: que leva uma professora tida como exemplar a ser alvo de um processo disciplinar? Como se compreende que os pais, conhecedores dos erros da docente, não tenham tido eficácia para alterar o comportamento que agora denunciam na comunicação social? E os alunos não poderiam ter manifestado o seu desagrado de modo frontal? Como se explica que alguns pais tenham incentivado o uso de gravações clandestinas, em vez de confrontarem a
professora ou apoiado os seus filhos numa crítica directa? Qual o papel da direcção da escola no assunto? Todas estas questões deverão ser esclarecidas pelo processo disciplinar em curso, para que o telemóvel não continue a ser o herói das nossas aulas.

Precisamos, contudo, de ir mais longe. No meio da indefinição da escola actual, continuamos a
trabalhar a indisciplina, quando nos deveríamos centrar na disciplina. Dito de outra forma: trabalhamos em cima da indisciplina do aluno, que às vezes até tenta “acertar” no comportamento, mas muitas vezes sem perceber porquê. Devemos explicar-lhe que a disciplina é uma das tarefas da autoridade, por isso é urgente trabalhar no sentido da liberdade e assumir a disciplina como uma necessidade para a sala de aula. Ou seja: para promovermos a liberdade crítica dos alunos em relação ao mundo, teremos de reorganizar a escola como um espaço
pedagógico organizado, onde faça sentido estar a trabalhar na aula de modo disciplinado. E, assim, uma gravação clandestina, à socapa, será sempre um acto contra a liberdade e, portanto, sem sentido no espaço escolar, por muito que o professor possa errar: impressiona, por isso,
que haja encarregados de educação que a promovam, qualquer que seja o pretexto.

A sala de aula terá de ser compreendida como um lugar dinâmico e contraditório de transmissão e circulação de saberes, porque o professor deixou de ser o único detentor do conhecimento: por isso a relação pedagógica estabelecida e a capacidade docente de transformar a turma num grupo de trabalho cooperativo são essenciais para o sucesso de todos. Nesta perspectiva, há muito que defendo que a “ordem” na sala de aula, o “portar-se bem” de que falam os professores, resultam muito mais se forem elaborados pelo conjunto e aceites pelo grupo, do que impostos por um regulamento não participado e elaborado em gabinetes. O Estatuto do Aluno, redigido pela tutela, fracassou na prevenção e controlo da indisciplina: onde deveria haver autonomia, em cada escola,
para a construção de um conjunto participado de deveres e direitos, surgiu um articulado elaborado a nível central; onde seria importante compreender e dar força ao sentido local do trabalho pedagógico organizado, vemos os professores perdidos a interpretar alíneas…

É por isso que a indisciplina é muitas vezes uma resposta ao controlo imposto pelo professor ou (pior) pelo Ministério: a acção clandestina subverte a ordem e arrasta consigo novos intervenientes, num jogo sem fim entre o “lado” da norma e o “lado” da transgressão.

A disciplina deve ser um objectivo educacional, porque é a garantia da liberdade e da autonomia na sala de aula e no pátio da escola. Se deixarmos uma criança entregue a si mesma, é pouco provável que seja livre e disciplinada, mas também tenho a certeza de que, se não for feito algum
trabalho para promover a interiorização da disciplina, esta nunca surgirá de forma continuada.

Sem o exercício da disciplina por professores e alunos não haverá apreensão do saber nem produção do conhecimento: por isso, após o esclarecimento de todas as dúvidas por
um processo disciplinar que se deseja isento, o incidente da escola de Espinho deverá ser o início de uma nova época de respeito por cada um e da construção de uma ética relacional na sala de aula.

Psiquiatra

Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Fc%3DA%26dt%3D20090531%26id%3D16841152

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