Já tomou posse o novo governo do PS. Já apresentou o seu programa de governo. Afinal de contas, apesar de ter perdido a maioria absoluta, parece que nada mudou na cabeça do Sr. José Sócrates. Volta outra vez a eterna teimosia, a cega visão de um homem que sabe tudo, sem ouvir ninguém quem discorde dele. Aliás parece que um dos grandes problemas da sociedade portuguesa é o casamento entre pessoas do mesmo sexo(!?)
A nova ministra vai governar a Educação, ou vai apenas ser uma marioneta nas mãos do PM? Terá força política para alterar políticas, ou não?
A nova ministra da Educação, caso seja ela a definir efectivamente a política do seu ministério, deverá concentrar a sua acção em quatro vectores essenciais:
- Pacificar o ambiente que existe entre a classe docente e a tutela, contribuindo de forma activa para ultrapassar a imensa quebra de confiança que se criou durante o mandato anterior. Para isso é essencial que reabra o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente e dê sinais inequívocos que o modelo de avaliação do desempenho é para ser substituído até final de 2009.
- Fomentar um clima de exigência, rigor e disciplina no trabalho quotidiano das escolas, a todos os níveis, incluindo uma responsabilização directa dos alunos (e famílias) pela sua assiduidade, pelo seu desempenho e comportamento na sala de aula e nos espaços escolares.
- Promover de forma consequente uma reflexão profunda sobre a reorganização dos ciclos de escolaridade, a estrutura curricular e os conteúdos programáticos das diversas disciplinas.
- Apostar num ensino de qualidade e não apenas de quantidade, em especial no que se refere à chamada escola a tempo inteiro e à ocupação plena dos tempos escolares. Mais escola não significa necessariamente melhor escola.
Artigo publicado no site do Paulo Guinote