Manifestação de Professores – 30 Maio 09
Fonte:
http://educar.wordpress.com/2009/05/31/a-manifestacao-de-30-de-maio-em-imagens-animadas/

Manifestação de Professores – 30 Maio 09
Fonte:
http://educar.wordpress.com/2009/05/31/a-manifestacao-de-30-de-maio-em-imagens-animadas/

31.05.2009, Daniel Sampaio
O incidente com a professora de Espinho adensa o mistério da sala de aula. O episódio levanta muitas questões: que leva uma professora tida como exemplar a ser alvo de um processo disciplinar? Como se compreende que os pais, conhecedores dos erros da docente, não tenham tido eficácia para alterar o comportamento que agora denunciam na comunicação social? E os alunos não poderiam ter manifestado o seu desagrado de modo frontal? Como se explica que alguns pais tenham incentivado o uso de gravações clandestinas, em vez de confrontarem a
professora ou apoiado os seus filhos numa crítica directa? Qual o papel da direcção da escola no assunto? Todas estas questões deverão ser esclarecidas pelo processo disciplinar em curso, para que o telemóvel não continue a ser o herói das nossas aulas.
Precisamos, contudo, de ir mais longe. No meio da indefinição da escola actual, continuamos a
trabalhar a indisciplina, quando nos deveríamos centrar na disciplina. Dito de outra forma: trabalhamos em cima da indisciplina do aluno, que às vezes até tenta “acertar” no comportamento, mas muitas vezes sem perceber porquê. Devemos explicar-lhe que a disciplina é uma das tarefas da autoridade, por isso é urgente trabalhar no sentido da liberdade e assumir a disciplina como uma necessidade para a sala de aula. Ou seja: para promovermos a liberdade crítica dos alunos em relação ao mundo, teremos de reorganizar a escola como um espaço
pedagógico organizado, onde faça sentido estar a trabalhar na aula de modo disciplinado. E, assim, uma gravação clandestina, à socapa, será sempre um acto contra a liberdade e, portanto, sem sentido no espaço escolar, por muito que o professor possa errar: impressiona, por isso,
que haja encarregados de educação que a promovam, qualquer que seja o pretexto.
A sala de aula terá de ser compreendida como um lugar dinâmico e contraditório de transmissão e circulação de saberes, porque o professor deixou de ser o único detentor do conhecimento: por isso a relação pedagógica estabelecida e a capacidade docente de transformar a turma num grupo de trabalho cooperativo são essenciais para o sucesso de todos. Nesta perspectiva, há muito que defendo que a “ordem” na sala de aula, o “portar-se bem” de que falam os professores, resultam muito mais se forem elaborados pelo conjunto e aceites pelo grupo, do que impostos por um regulamento não participado e elaborado em gabinetes. O Estatuto do Aluno, redigido pela tutela, fracassou na prevenção e controlo da indisciplina: onde deveria haver autonomia, em cada escola,
para a construção de um conjunto participado de deveres e direitos, surgiu um articulado elaborado a nível central; onde seria importante compreender e dar força ao sentido local do trabalho pedagógico organizado, vemos os professores perdidos a interpretar alíneas…
É por isso que a indisciplina é muitas vezes uma resposta ao controlo imposto pelo professor ou (pior) pelo Ministério: a acção clandestina subverte a ordem e arrasta consigo novos intervenientes, num jogo sem fim entre o “lado” da norma e o “lado” da transgressão.
A disciplina deve ser um objectivo educacional, porque é a garantia da liberdade e da autonomia na sala de aula e no pátio da escola. Se deixarmos uma criança entregue a si mesma, é pouco provável que seja livre e disciplinada, mas também tenho a certeza de que, se não for feito algum
trabalho para promover a interiorização da disciplina, esta nunca surgirá de forma continuada.
Sem o exercício da disciplina por professores e alunos não haverá apreensão do saber nem produção do conhecimento: por isso, após o esclarecimento de todas as dúvidas por
um processo disciplinar que se deseja isento, o incidente da escola de Espinho deverá ser o início de uma nova época de respeito por cada um e da construção de uma ética relacional na sala de aula.
Psiquiatra
Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Fc%3DA%26dt%3D20090531%26id%3D16841152

Na diversidade conseguimos encontrar, mais uma vez, um rumo comum.
Fomos um rio no leito da Avenida da Liberdade…
(Queremos acreditar num melhor futuro.)
Para ver
Os professores vão, uma vez mais, marcar presença em Lisboa com uma grande manifestação. Será porque não têm mais nada de interessante para fazer? Será que são todos manipulados pelo PCP? Ou será porque há cada vez mais problemas na escola pública e o nosso governo, pela mão da Ministra, e não só, vive numa realidade virtual em que tudo está bem?
Atente-se neste artigo do PUBLICO para se perceber a posição em que os professores se encontram.

Infelizmente chegamos a este ponto. A grande reforma que o governo PS fez deu nisto. O aluno pode fazer tudo que nada lhe acontece, só mesmo em tribunal o professor pode fazer valer os seus direitos constitucionais.
É este o futuro que queremos para a nossa Educação?

Medina Carreira numa entrevista ao CM deu, uma vez mais, uma visão pouco consentânia com o sucesso que o governo socialista quer passar.
Ver o vídeo.

Como já vem sendo hábito o ME vê-se, novamente, envolvido numa trapalhada. As filmagens com os alunos a usar o Magalhães que eram para o ME, mas afinal eram para o PS, mas o ME não sabia de nada e a culpa nem é do PS, é da empresa que filmou, mas esta diz que não, pois não trabalha par o ME, mas sim para o PS.
A Sra. Ministra não sabe de nada, o ME não sabe de nada, a culpa é da empresa e aliás, o PS já pediu desculpas. Assunto encerrado.
Mas em que país vivemos? Numa qualquer república socialista do terceiro mundo?
Como é possível haver tamanha confusão entre o partido do governo e o aparelho de Estado. Como é possível haver tanta gente que não questiona a ordem de filmar numa escola?
Uma vez mais fica claro que o PS tem pautado a sua actuação no governo numa permanente atitude de propaganda. As políticas são desenvolvidas porque ficam bem na “foto da propaganda”. Nada mais interessa do que isto. As virtudes educativas do Magalhães são apenas o pretexto para que o governo possa dizer à opinião pública que aposta na educação e na inovação. Mas será que comprar computadores é mais educativo que apostar numa educação com qualidade (mesmo que não haja computadores)?
A propósito, não deixar de ler esta notícia do Público.
