Num dia diz-se uma coisa, mas depois diz-se outra,quando nos apanham com a mentira descarada.
A grande porca da política no seu esplendor.
Num dia diz-se uma coisa, mas depois diz-se outra,quando nos apanham com a mentira descarada.
A grande porca da política no seu esplendor.
Parece que os Açores são um país diferente.
Fonte: A Educação do meu Umbigo
O muro que asfixia escolas e professores
Cartas ao Director do jornal PUBLICO
20/01/2009
Quem quer que se meta na aventura de reflectir sobre o estado do sistema escolar português pode escolher os mais variados pontos de partida. A minha opção navega na história mais recente e concentra-se no tratamento da informação.
Podia optar por “sistema escolar por blocos”. Mas o conceito de bloco da precaução torna mais inteligível o que quero exprimir e reforça duas ideias: é, como espero que se veja, o bloco que mais asfixia o privilégio de ensinar e contamina de modo decisivo os outros dois: o do ensino e o da organização escolar.
Este bloco da precaução, que foi construído paulatinamente e criou um muro de burocracia na gestão da informação escolar, quase tão difícil de derrubar como o muro de Berlim.
O bloco da precaução caracteriza-se por um universo informativo que é obtido apenas para arquivo e que existe porque está determinado de modo central através das invenções técnico-pedagógicas do ministério da Educação. E é aqui que encontramos um imenso elenco de invenções burocráticas: inúmeras actas e relatórios sem parâmetros indicadores de informação estruturante, projectos educativos impossíveis de avaliar, projectos curriculares de turma e de escola, definição de objectivos com variadas designações de acordo com os gostos e os feitios dos promotores de ocasião. A lista é interminável.
A institucionalização do bloco da precaução, e a sua aparente autoridade, parte dos serviços centrais do Ministério da Educação e alastra de um modo quase acéfalo à organização de muitas das escolas. As invenções burocráticas devidamente preenchidas são, por precaução, a única consciência profissional de muitos estabelecimentos de ensino; isso retira sentido de autonomia e de responsabilidade e gera fenómenos de subserviência e de medo.
Só assim foi possível verificar um conjunto denominado de boas práticas que tornava “exequível” aquilo que depois se provava ser inaplicável: é essa uma parte crucial da história recente da avaliação do desempenho dos professores e do arrastamento insuportável desta coisa sem pés nem cabeça. Quando se tentou perceber as boas práticas das escolas ditas de referência, o ridículo eliminou rapidamente a visibilidade mediática que se quis impor. Também por precaução se deixou de falar nisso.
Paulo Trilho Prudêncio, professor do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, Caldas da Rainha, coordenador do dep. Educação Física, 10.º escalão, autor blogue “Correntes”
Os filhos chulos
Miguel Esteves Cardoso Ainda ontem – 20090120
Jornal PUBLICO
Ainda bem que a União Europeia foi estudar em que países, segundo os pais, os filhos são mais felizes. Regra geral, é nos países mais ricos que os pais acham que os filhos estão melhor. Nos pobres, é o oposto. Ainda bem que a União Europeia foi estudar em que países, segundo os pais, os filhos são mais felizes. Regra geral, é nos países mais ricos que os pais acham que os filhos estão melhor. Nos pobres, é o oposto. Faz sentido.
Excepto em Portugal. Aqui, apesar da pobreza, achamos que os nossos filhos são felizes. Fazem o que querem e é raro ficarem tristes ou em casa: são rebentos que rebentam de tanto frutificar. Estão no Paraíso. Com uma excepção: a escola. Essa cabresta. Aí, acham os paizinhos, não estão nada bem. É que puxam muito por eles.
Insistem que estudem. Não compreendem que só se é novo uma vez. Como contou Catarina Gomes no PÚBLICO de sábado: “Inquiridos sobre o bem-estar dos filhos na escola [as respostas dos] pais portugueses estiveram muito abaixo da média europeia.”
Ainda bem que os filhos portugueses foram denunciados. São a esponja da nação. Absorvem toda a riqueza nacional. Sugam-na até ao tutano.
Desde crianças que são mais bem vestidas do que os pais. Não largam o ninho antes dos 30. E, mesmo assim, só com aliciantes. Ser filho é a grande profissão nacional. Não trabalham; não estudam; não dão satisfações. Não pagam renda; não deixam gorjetas; não gastam senão o essencial. São bilionários do egoísmo e do bel-prazer.
É a condição dos pais que arrasta Portugal para a pobreza, pela miséria que resta do financiamento da filharada. Ao menos que saibam que valeu a pena e que não há na Europa filhotes mais felizes. Ao menos isso.
O modelo de availação foi ontem suspenso nos Açores.
Agora temos um país com dois modleos de avaliação. Um para o continente e outro completamente diferente para as regiões autónomas. É esta a linda confusão a que nos conduziu a atitude teimosa e autista do ME.
Em ambas as situações há negociação com os dindicatos para acertar um novo modelo de avaliação para o próximo ano lectivo. Esperemos que seja uma nota de melhoria nas relações professores x tutela. Afinal de contas quem ganha com a atitude não dialogante do ME?
Ver o blog ProfAvaliação
É preciso ter coragem de enfrentar o que está errado. Se não tivermos coragem agora viveremos sempre com medo.
O que pode ser um processo disciplinar?
Veja-se aqui a resposta.
“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.”
Mark Twain
“Quantas vezes o medo que temos de um mal nos leva a outro ainda pior.”
Nicolas Boileau
“A única coisa que devemos temer é o próprio medo.”
Franklin Roosevelt
“Justamente aquelas coisas que provocam mais medo são as menos temíveis.”
Séneca (Cartas a Lucílio)
“O medo nunca levou ninguém ao topo.”
Públio Sírio (Sentenças)
“O medo é o pior dos conselheiros.”
Alexandre Herculano
Para aprofundar o debate é preciso ouvir todas as opiniões.
Agora trago ao vosso conhecimento uma pequena teoria da conspiração. Não sei o que pensar mas que há questões importantes para reflectir há. Portanto só nos resta ler e compreender para depois pensarmos.
Quem governa a educação? Artigo no blog http://raivaescondida.wordpress.com
Cheguei a este artigo a partir dos comentários daqui.