Educação em Portugal

Outubro 18, 2008

Pois é…

Arquivado em: educação, portugueses — Zepovinho @ 9:40 pm
Comentário à entrevista publicada na Visão On-line:
João Silva
Orçamentos anedóticos
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008 1:13

Já estou a ficar farto de ler tanto disparate sobre os professores. Que os há bons e maus, tenham santa paciência, mas é como o resto do país. Agora uma coisa é certa, tenho um filho de três anos e não quero ver crescer como um analfabeto prático ou seja, pode ter um canudo tirado no fim de semana ou então facilitado que é o que na prática está a acontecer. Quero um ensino exigente, não preciso de choques tecnológicos de trazer por casa tipo made in Indonesia (ou seja o célebre Magalhães), não quero facilitismo nos exames para depois dizerem que foi reduzido o insucesso escolar. Os pais têm uma grande culpa na generalidade ao alhearem-se da educação dos filhos (em ambos os sentidos), mas como dizemos na minha terra, pôe-se a albarda à vontade do burro e daqui a uns anos vão dar razão ao que digo e àquilo pelo que a maioria dos professores reclama, tempo para leccionar devidamente e não burocracias inúteis que em nada contribuem para o sucesso escolar dos alunos. Se os alunos têm um horário sobrecarregado, então é porque quem lhes dá as aulas não são professores já que estes não fazem nada e só dão quatro horas semanais de aulas. Para finalizar, vou proibir terminantemente a minha mulher, que é professora, de usar a minha fotocopiadora e o meu papel (pagos com o nosso dinheiro, meu e dela) para dar as fichas e os restantes materiais aos alunos uma vez que a escola só lhe providencia um determinado plafond de fotocópias anuais. Por outro lado vou sugerir que ela anote todo o tempo dispendido com os alunos, quer em aulas virtuais, quer a esclarecer dúvidas por mail aos alunos às tantas da noite, quer a corrigir testes, preparar aulas, etc. Ou o Estado cumpre aquilo que impõe aos privados ou seja o cumprimento do horário de trabalho que na generalidade é de 40 horas (bem sei que para a função pública é de 35 horas, mas como somos boas pessoas e queremos contribuir para a recuperação económica do país e não sobrecarregar o OGE, até damos umas borlas. E depois, bem depois, vou levar o Estado ao Tribunal de Trabalho como qualquer trabalhador tem direito neste país pelas horas extraordinárias não pagas. Estou farto deste governo arranjar bodes expiatórios para a sua má governação ou desempenho, sejam eles os professores, a função pública em geral, ou quem quer que seja. Para que conste sempre votei PS, mas desta fui traído porque este governo nada tem a ver com o PS mas sim algures enre o PSD e O CDS/PP. Quem deve estar a esfregar as mãos de contente é o senhor Presidente da República porque estão a fazer aquilo que ele queria fazer enquanto primeiro-ministro e o PS, que na altura merecia esse nome, não o deixou fazer. Não admira, com um oportunista vindo da JSD nada mais era de esperar. Devolvam o PS aos socialistas e voltem para donde vieram e nunca deviam ter saído. Já agora que estou a malhar em ferro frio, para que raio precisamos dum TGV? Ou sequer dum novo aeroporto para Lisboa? Estes senhores já saíram do país e aterraram nos principias aeroportos intercontinentais por esse mundo fora? Então façam-no e depois venham gastar o meu precioso dinheiro que pago em impostos. A finalizar, estou disposto a deixar que a minha mulher use o meu equipamento de escritório desde que possa contabilizar no modelo 3 como donativos ao Estado sendo isso um beneficio fiscal majorado. Tenho dito a bem do povo português que paga a crise como de costume.

A continuar a dizer mal dos professores

Arquivado em: educação, políticos — Zepovinho @ 9:33 pm

Esta ministra da Educação adora dizer mal dos professores.

Em tudo o que diz tem de largar uma farpa nos professores.

Chega a impressionar a sua maledicência e cinismo.

Ler, e ver,a entrevista da senhora ministra na Visão On-line

Reformas

Arquivado em: educação, portugueses — Zepovinho @ 9:22 pm

Em 2007 reformaram-se 3300 professores.

Em 2008 já se reformaram 5000.

Porque será?

Ler este artigo.

Fonte: porqeumedizem

O que se passa?

Arquivado em: disparates, educação, portugueses — Zepovinho @ 9:00 pm

Curiosamente alguns dos habituais apoiantes desta equipa do ME começam a criticar o Ministério da Educação.

Fonte: Jornal SEXTA

Veja-se o artigo de Joana Amaral Dias no SEXTA:

Gene canhoto
Que vida é a tua?
Joana Amaral Dias

«A trabalhar é um desembaraço/ para nós foi uma alegria/ para dar mais um passo com esta nova tecnologia». Esta é uma das rimas que os professores foram convidados, pelo Ministério da Educação, a inventar para louvar os computadores Magalhães. Exacto. Os docentes das escolas públicas em acções (supostamente) de formação para aprenderem a utilizar esta tecnologia foram convocados, quais catraios de sete anos, para entoar melodias como «Ó malhão, malhão». Com letras de glorificação a esses computadores que, como a maioria dos leitores saberá (considerando a imensa operação de propaganda), o Governo tem distribuído gratuitamente às crianças nas escolas.

Estas sessões formativas sobre o tão propalado «primeiro portátil luso» para professores (e com o objectivo de ensinar outros professores) transformaram-se num enxovalho dos docentes, com laivos de técnicas de dinâmica de grupos da Coreia do Norte. Encontram-se, no YouTube, vídeos destas palhaçadas. Vêem-se professores a abrir as goelas com as tais musiquetas enquanto gesticulam sincronizadamente. A sério. Patético é pouco. Os docentes deveriam recusar-se a participar. Mas nada justifica o desplante do Ministério em propor tais macacadas.

O executivo de Sócrates conseguiu transformar, qual anti-rei Midas, uma medida importante numa paródia nacional. Já devidamente aproveitada por todos os humoristas do país. Aliás, nem seria preciso criar mais sketches. Bastaria registar aquelas «sessões de ciber-esclarecimento» e difundi-las em episódios.

Políticas que visem a introdução da tecnologia no ensino são, à partida, benéficas. Mas devem ser acauteladas condições que assegurem a sua eficácia. De nada adiantam, sem formação adequada para professores e até pais. São contraproducentes, aliás, se não forem garantidas, entre os alunos, outras capacidades básicas, sob pena de se começar a construir a casa pelo telhado. A utilização de uma simples calculadora, sem que se interiorize o raciocínio inerente às operações aritméticas, leva a que se queimem etapas que transformar-se-ão em graves lacunas. E claro que, para os professores, gerir uma turma com computadores implica competências diversas. Por exemplo, se lidavam com recadinhos em papel para o aluno do lado, agora poderão ter que enfrentar mensagens electrónicas para vários colegas em simultâneo.

Por outro lado, um negócio com a dimensão de produção e distribuição do Magalhães exigia total transparência. Mas as condições em que Governo gere esta operação que envolve verbas avultadas não foram esclarecidas. Acresce que Sócrates e seus ministros, secretários de Estado e directores gerais envolveram-se na promoção do Magalhães comportando-se como vendedores ambulantes e não como membros dum Governo.

E, assim, o portátil metamorfoseou-se numa linda chacota que encontra o seu símbolo nos professores a entoar e a encenar poesia de santos populares em jeito de elogio ao dito PC.

Mas este desrespeito só é possível enquadrado nos sucessivos ataques que essa classe profissional e a escola pública têm sido alvo. O significativo aumento de reformas antecipadas evidencia o mal-estar nessas instituições, que se aproximam do grau zero da dignidade. A maior instabilidade de sempre, fruto da obsessão da ministra em reduzir custos e apresentar resultados sem olhar a meios. Este Governo tem culpado os professores por tudo o que está errado nas escolas, do insucesso ao abandono. E, simultaneamente, falha em políticas educativas que promovam a melhoria do ensino: não reduz o número de alunos por turma, não garante apoio aos milhares de crianças com necessidades educativas especiais (os que mais protegidos deveriam ser), sobrecarrega os professores, multiplica fichas de avaliação e burocracias.

Enfim. Magalhães ou os prémios de mérito aos estudantes, eventos entre as reuniões de tupperware e campanhas do Estado Novo, só servem para uma coisa: mascarar as fragilidades no ensino. Mas pior é arrastarem professores e alunos como bobos da corte. Assim, quem realmente vive e faz as escolas já só pode perguntar: «Ó Malhão, ó Ministra, que vida é a tua?»

Outubro 17, 2008

Vale tudo… para tramar os professores

Arquivado em: educação, políticos — Zepovinho @ 11:03 pm

Atente-se no seguinte artigo do Blog ProAvaliação pois este explica tudo.

Por falar em Magalhães

Arquivado em: educação — Zepovinho @ 10:31 am

Agora que tanto se fala no Magalhães (o computador) também será boa ideia saber quem foi o homem que está por detrás deste nome – Fernão de Magalhães.

Neste site da professora Olinda Gil podemos aprender algo.

Outubro 15, 2008

De um lado nada e do outro nim

Arquivado em: educação, portugueses — Zepovinho @ 11:53 am

A situação actualdos professores é caricata.

Da parta do ME a resposta aos problemas sentidos pelos docente é: NADA.

Do lado dos sindicatos, enrola-se, acusa-se os outros movimentos de professores de serem anti-sindicais, diz-se que vem aí mais manifestações, mas não a do dia 15 de Novembro, etc…, ou seja: NIM

http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20081015120141&z=1

Outubro 14, 2008

Realmente é tão fácil mentir.

Arquivado em: educação, portugueses — Zepovinho @ 9:35 pm

Este título é muito bem aplicado a quem se tem evidenciado a dizer mal dos professores. São proferidas mentiras óbvias a este respeito. Talvez este post ajude a esclarecer.

É tão fácil mentir

Fonte: http://educar.wordpress.com/

Outubro 12, 2008

Valorizar a competência? Grande treta!

Arquivado em: diversos — Zepovinho @ 6:16 pm

O actual modelo de estatudo profissional dos professores (ECD) e a divisão da carreira em dois níveis assenta num pressuposto de valorizar as pretensas competências e valorizar o empenho e o esforço profissional. Mas tudo não passa de uma grande conversa fiada com o objectivo de gastar menos dinheiro. Pura e simplesmente.

Esta conversa da treta elaborada pelo ME serve apenas para jogar com o senso comum da opinião pública. Não coreesponde a nenhuma leitura objectiva da realidade da vida docente.

Para quem, ainda, tiver dúvidas leia estes dois artigos:

- PARA UMA GENEALOGIA DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE – 1

- PARA UMA GENEALOGIA DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE – 2

Outubro 7, 2008

Preparação das aulas trocada pelas avaliações

Arquivado em: educação, portugueses — Zepovinho @ 10:21 am

A propósito deste tema o jornal Público apresenta-nos a seguinte notícia:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345140&idCanal=58

E nos comentários surgem alguns com reflexões interessantes:

07.10.2008 – 10h47 – Anónimo, Portugal
Sinceramente não consigo entender como se conseguem avaliar professores se não tornamos claros os objectivos a ser atingidos com a escolarização. Surge a dúvida:Afinal o que é ser um bom professor? Na escola retratada numa reportagem da sic e em numerosos outros casos, ser bom professor é ensinar cidadania e, se sobrar tempo e os alunos se sentirem motivados para tal, dá-se matéria. O resultado são médias internas inflaccionadas e negativas nos exames, mas uma melhor relação professor/aluno. Por outro lado, parece que outro dos objectivos é subir no ranking dos exames de Pisa. Afinal o que é ser bom professor no ensino público?
07.10.2008 – 10h14 – Anónimo, Porto
Este país parece estar a ser gerido por fugitivos de um hospital psiquiátrico, o presidente da república está calmamente a assistir e a oposição manda bocas. A nós resta-nos esperar que esta aberração acabe.
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