Embora numa perspectiva um pouco “liberal” demais para o meu gosto, apesar de tudo este artigo, da autoria de Herique Raposo, publicado no Expresso de 5 de Abril, contém algumas verdades que me parecem evidentes.
“A autoridade do professor nasce de um “trade-off”: o professor transmite conhecimento ao aluno e, em troca, recebe o respeito do dito aluno; o aluno respeita o professor porque sabe que precisa do dito professor para absorver o conhecimento necessário. Sucede que o Ministério da Educação português destruiu esta velha troca. Hoje, o conhecimento é irrelevante na avaliação do aluno. Toda a gente sabe que os adolescentes acabam o secundário sem saber escrever correctamente. Os professores estão ‘proibidos’ de chumbar os alunos mesmo quando estes não sabem escrever. Chumbar um aluno é um acto ‘reaccionário’ – eis a verdade absoluta que os burocratas e pedagogos do Ministério impuseram aos professores. Perante isto, os alunos deixaram de respeitar o professor. Naturalmente: já não é preciso ‘aprender’ para passar de ano.”
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“São imensas as causas que explicam a ascensão asiática e o declínio ocidental. Destaco apenas uma: nas escolas asiáticas, os professores são todos ‘reaccionários’, isto é, têm autoridade pedagógica e disciplinar sobre os seus alunos.”