Foi hoje assinado o entendimento entre os sindicatos e o ME. Há diferentes interpretações semânticas quanto à natureza do evento – acordo=entendimento=diálogo. Bom, entenderam-se, espero que seja para o bem de todos.
Uma coisa é certa a educação apresenta muitos problemas e é urgente resolvê-los. Não se pode deitar a culpa apenas para cima dos professores (e foi o que tem feito este governo), mas obviamente também temos as nossas responsabilidades. Quanto mais não seja pela ausência de auto análise do que fazemos e da quase neutralidade com que temos executado as políticas que nos têm sido imposta pela leva de vinte e tal ministros da educação nos últimos trinta anos. Devíamos ter sido mais interventivos e críticos, para com os políticos e para connosco mesmos.
Agora uma coisa é certa, a responsabilidade do que se passa nas escola vai muito para além da vida nas paredes internas dos estabelecimentos de ensino e a nossa sociedade tem muito que evoluir para que a escola possa cumprir o seu objectivo.
“17.04.2008 – 16h02 – carlos alberto, maia-portugal
Os professores,abriram a porta do diálogo,que foi fechada pelo governo . Até aqui tudo foi imposto e os malefícios à classe foram imensos… os professores uniram-se muito tarde … mas quando se uniram o governo ficou receio sobretudo pelas consequências nas próximas eleições ; nada mais… Nunca um governo foi tão injusto para com os professores,como este governo socialista … dito socialista…Pois foi esta classe a mais atingida . Não esqueçam …parafraseando certas entidades moralmente muito respeitadas “…os professores fazem mais falta à sociedade do que muitos políticos …”"
É lamentável que continuem a dizer que os professores não querem ser avaliados. Não é verdade! Este entendimento é uma prova disso. E também não é verdade que o principal problema do ensino, a fraca qualidade das aprendizagens dos alunos, seja resolvido pela avaliação (esta ou qualquer outra) do desempenho individual dos professores. Só assim fala quem não reflecte sobre o ensino e a aprendizagem.
Hoje em dia os alunos que querem aprender têm condições de aprendizagem e professores que os ajudam. Pode haver uma ou outra excepção mas os professores são profissionais sérios e competentes. O problema está no nível de esforço pessoal (indispensável) que os alunos não aplicam. E assim não há aprendizagem. É claro que os alunos hoje têm outras coisas que lhes dão mais gozo fazer. Alguém duvida?
A nossa sociedade, ao contrário da Finlandesa, não estimula nem premeia o esforço e a dedicação ao trabalho. Os pais não têm tempo, e muitas vezes, nem interesse, para acompanhar os filhos e incentivar o esforço individual.