Educação em Portugal

Dezembro 31, 2011

Realmente, é só conversa da treta…

Filed under: bom senso,disparates,opiniões — Zepovinho @ 12:20 pm

 

Cada vez mais cansado de conversa de chacha.

Como esta:

“O estudo sobre o desfasamento etário dos alunos que frequentam o ensino básico e secundário relativamente à idade ideal dos ciclos e níveis respetivos revela que o sistema continua a não estar preparado para responder às necessidades da população que acolhe, utilizando muitas vezes a repetência como meio de superação de dificuldades. Raramente esta solução resolve os problemas dos jovens implicados, pelo que uma primeira retenção é frequentemente geradora de outras e consequentemente de desmotivação e abandono”, avisa o CNE, queapela para uma “mudança profunda na atitude dos professores e das escolas face ao insucesso dos seus alunos”.

O problema são os professores que devem mudar de atitude. Os alunos nem por isso. Podem continuar a trabalhar para o seu insucesso que a responsabilidade nunca é deles.

Fonte: http://educar.wordpress.com/

Dezembro 24, 2011

Pensavam que a pimenta só ardia nos olhos dos outros?

Filed under: ADD,bom senso,opiniões — Zepovinho @ 12:32 pm

Dirigentes escolares indignados com a própria avaliação.

avaliação dos dirigentes escolares

 

Fonte: http://educar.wordpress.com/

Dezembro 18, 2011

Emigra Tu!

Filed under: disparates,opiniões,políticos — Zepovinho @ 8:43 pm

Caro PM, faça o favor de calar-se ou então, caso não o consiga, deixe a conversa de merd@ apenas para o relvas, os secretários de estado ou os duques que nomeia para grupos de trabalho?

Temos mais ou menos a mesma idade, certamente que aceitará a familiaridade de lhe dizer que entre o seu trajecto e o de muitos professores com a nossa idade, a principal diferença foi a jotice, o agachanço ao padrinho ângelo e o ter aceite abdicar das suas convicções que um dia afirmou serem sociais.

Entre um professor com médio desempenho e um PM desorientado, não há dúvidas quanto a quem escolher. Se não consegue fazer mais do que um qualquer governante do Estado Novo que, perante a incapacidade para gerar riqueza e desenvolvimento, estimula a população (neste caso até qualificada) a emigrar, então é porque está a ocupar o cargo errado e, no seu caso sim, está a mais entre nós.

Fonte: http://educar.wordpress.com/2011/12/18/emigra-tu/

Dezembro 7, 2011

Crónica de Santana Castilho

Filed under: opiniões — Zepovinho @ 10:40 pm

Para Passos Coelho, a Educação é uma inevitabilidade, que não uma necessidade. Ao mesmo tempo que a OCDE nos arruma na cauda dos países com maiores desigualdades sociais, lembrando-nos que só o investimento precoce nas pessoas promove o desenvolvimento das sociedades, Passos Coelho encarregou Crato de recuperar o horizonte de Salazar e de a reduzir a uma lógica melhorada do aprender a ler, escrever e contar. Sob a visão estreita de ambos, estamos hoje com a mais baixa taxa de esforço do país em 37 anos de democracia. É significativo o facto de, em seis páginas e meia de entrevista recentemente concedida a este jornal, Passos Coelho (e, diga-se também, a entrevistadora) terem remetido a Educação para a expressão das suas sensibilidades: o zero absoluto.

Ler o artigo todo >>>

Fonte: http://www.profblog.org/

Novembro 12, 2011

Indicadores

Filed under: opiniões — Zepovinho @ 11:54 pm

Por fim a questão quase central desde 2005: os professores ganham muito, em especial no topo da carreira. Apesar destes dados serem de 2009 e, este ano e no próximo a queda comparativamente à UE ser brutal (com os cortes deste ano e a amputação de dois meses no próximo), o que se verifica é que a meio da carreira (15 anos de serviço normalmente equivalem a 40 anos de idade para quem terminou uma licenciatura e um Ramo de Formação Educacional) os professores portugueses ganham muito menos do nque a média e é aí que os querem fazer estacionar. Numa fase crítica das suas vidas familiares.

O bicho-papão do topo da carreira onde ninguém está (o actual índice 370 do 10º escalão) tornou-se um mito útil. Depois da engenharia colocada a travar as progressões e o enorme número de aposentações, cada vez há menos docentes nos dois escalões outrora mais altos (actuais 8º e 9º), pelo que a acelerada proletarização salarial dos professores dos últimos anos será ainda mais grave com esta classe a tornar-se a mais sacrificada das que têm maior qualificação no país, tornando-se progressivamente menos atractiva e levando a situações como as que se passaram em diversos países europeus, o seja, a necessidade de recrutar cada vez mais os docentes em quem menos garantias dá de qualidade. E não é um exame de acesso que permite escolher os melhores. Apenas escolherá os menos maus.

Fonte: http://educar.wordpress.com/

Novembro 9, 2011

A educação vende, pois claro. E bater nos funcionários públicos, também.

Filed under: ADD,opiniões — Zepovinho @ 6:31 pm

Quando dizem que os professores não querem ser avaliados. Quando os professores são avaliados. Quando os professores são mal avaliados. Quando os professores não chegam a ser avaliados.

Quando os professores fazem coisas boas. Quando os alunos fazem coisas boas. Quando os professores fazem coisas más. Quando os alunos fazem coisas más.

Quando os alunos têm más notas nos exames. Quando têm boas notas nos exames. Quando têm notas nos exames, mas nem se percebe se foram boas ou más.

Quando há escolas novas, quando há escolas velhas. Quando há escolas novas que metem água. Quando há escolas velhas que metem água.

Quando os professores ficam à espera do concurso. Quando os professores ficam fora do concurso. Quando os professores reclamam do concurso. Quando nada se sabe do que se passou, afinal no concurso.

Quando os professores se manifestam. Quando os sindicatos se manifestam. Quando os professores não se manifestam.

Fonte: http://educar.wordpress.com/

Novembro 5, 2011

Ao ponto que chegamos…

Filed under: educação,futuro,opiniões — Zepovinho @ 10:45 pm

Hoje é o meu terceiro dia como aposentada.

Acordei à hora habitual e lembrei-me que, pelo menos hoje, os meus alunos não teriam tantas substituições;  a sexta-feira era o único dia em que não tinham  aulas comigo.

Até à última semana  tinha com eles: 6 tempos de Língua Portuguesa, 3 de Língua Inglesa, 2 de Atividades de Apoio ao Estudo, 1 de Formação Cívica, 1 de Oficina de Leitura e Escrita e 2 de apoio a Língua Inglesa.  Muitas horas, ao longo de um ano e dois meses… uma ligação profunda interrompida abruptamente. Sinto-lhes a falta e, de acordo com alguns emails recebidos, eles também sentem a minha, mesmo os mais complicados.

Então por que saí? Limite de idade? Incapacidade física comprovada? Reforma compulsiva?

Nada disso. Fui mesmo eu que pedi a aposentação antecipada. Tenho 57 anos e meio, 36 anos de serviço efetivo, todos na escola pública, sem licenças nem destacamentos.  Saí com 24% de penalização e com a noção clara que ainda tinha muito para dar à profissão que segui por vocação, a que me dediquei  em regime de exclusividade, seguindo o lema “I’m a teacher, I touch the future!”.

Então o que me levou a pedir a aposentação em Dezembro último? É preciso recuar uns anos, lembrar o ano em que começaram a transformar a profissão docente numa doença terminal.

Em 2005, cheguei de férias em setembro  e tomei o primeiro contato com as grandes reformas da então Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Surgiram as famosas  OTEs- ocupação de tempos escolares, acabaram os chamados “feriados” e os meninos deixaram de poder libertar energias nos recreios quando um professor faltava e passaram a ficar na sala com outro professor, a fazer…  . Eu, que nunca tinha problemas disciplinares (a partir de outubro de cada ano letivo estavam sempre resolvidos) passei por algumas situações bem desagradáveis. O mais curioso é que, lá no pequeno mundo onde me movia, quem faltava muito continuou e continua a fazê-lo, quem não faltava começou a ficar exausto e a adoecer. Infelizmente são vários os colegas que se encontram afastados por doença, principalmente a partir do ano passado. Até concordo com as OTEs, mas com professores específicos, com tarefas próprias e a crise não deixa…

Depois vieram mais pérolas: o Estatuto do Aluno com as célebres Provas de Recuperação (os atuais PITs –Plano Individual de Trabalho também não são muito diferentes ), as alterações ao Estatuto da Carreira Docente e a Avaliação de Desempenho Docente. Divulgou-se a mentira da ausência de avaliação e da progressão automática. Estávamos em 2007: exigiam a definição de objetivos individuais e eu defini apenas um: chegar à aposentação em pleno uso das minhas faculdades mentais. Não entreguei os ditos objetivos individuais, fui notificada por incumprimento. Até foi interessante. Nessa altura ainda sentia fôlego para estas lutas e até me davam algum gozo. Maior ainda foi o que me deu ver que as ameaças deram em nada, como seria de esperar.

Em 2008, criaram-se os professores titulares. Eu que sempre quis ser apenas professora, uma professora significativa mas nada mais do que isso, tornei-me titular. A escola partiu-se completamente. Ainda por cima, o mundo burocrático desabou sobre os ditos titulares. Sempre desempenhei cargos, não existe no meu registo biográfico um ano em que tivesse apenas dado aulas, mas ter de desempenhar dois e três cargos por ser titular e ter a redução máxima do art.º 79.º era muito pesado. Existiam muitos formulários, muitas siglas, muitas reuniões; escasseava o tempo para fazer o importante, para preparar aulas a sério e não de memória, para fazer avaliação diferenciada ou remediação ativa. Comecei a sentir-me deprimida. Não me deixavam cumprir a meu gosto o conteúdo funcional da minha profissão.

Ainda por cima os titulares eram prisioneiros, não podiam concorrer, eram “propriedade” dos quadros dos respetivos agrupamentos. Vi colegas serem ultrapassados por outros com menores qualificações. Conheço alguns que continuam a fazer muitos quilómetros por dia graças a serem titulares.

Depois chegou a Drª Isabel Alçada e pensei que as coisas podiam melhorar. Puro engano. Escreveu uma aventura suicida, envolta em sorrisos e mensagens pueris, como aquela de votos de bom ano letivo, que passou em todos os blogues. O novo modelo da Avaliação de Desempenho Docente, a reformulação do Estatuto do Aluno com os tais Planos Individuais de Trabalho, a requalificação das  escolas que  deixou ao país uma dívida incomensurável (para não falar das dificuldades das ditas para pagarem a conta da luz e outras) e, finalmente, a reorganização da rede com a criação dos Mega-agrupamentos.

Em setembro de 2009, regressei de férias com a sensação de não ter reposto as energias, como já vinha sucedendo desde 2006. Mal entrei, informaram-me que tinha de ir     apresentar-me noutra escola, a escola sede do Mega-agrupamento. Fiquei siderada. Então nós éramos Agrupamento TEIP e agora íamos ficar na dependência de uma escola secundária, sem a mínima experiência do que é ser agrupamento, até porque as secundárias eram não-agrupadas? A resposta foi afirmativa.

Ainda em choque, dirigi-me à nova Direção. Fui muito bem recebida. Na reunião geral ouvi falar de uma fusão não desejada, de um processo doloroso que teríamos de digerir, encarar como um desafio e transformar num caso de sucesso. A economia manda! Vamos a isso!

Ah, mas esta não era a única novidade: em 2009/10 eu seria Diretora de Turma, Coordenadora dos Diretores de Turma do 2.º ciclo, Gestora de Disciplina e Professora Relatora. Por último seria professora das áreas já referidas.  A função de Relatora era a que mais me custava. Tentei escusar-me. Nada feito. Em nome da senioridade, de acordo com os critérios legais, tinha mesmo de ser eu.

Em dezembro deixei de ser Gestora de Disciplina, pois finalmente perceberam que a minha redução estava há muito ultrapassada. O resto continuou igual. Reuniões infindáveis, deslocações quase diárias entre escolas, às vezes três idas e vindas por dia. As reuniões de avaliação seriam também na escola sede, pois o programa informático estava lá sediado ( onde mais poderia estar?). Lá iríamos com os dossiers, todos ao monte a lançar níveis, faltas e observações. Isto não estava a acontecer!

Mas ainda aconteceu pior. A escola onde trabalhei desde 1987/88 tinha uma boa avaliação externa, estava cotada como das melhores a nível nacional, nos famosos rankings aparecia colocada bem acima das que não eram Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. Tudo isto era fruto de muito, muito trabalho. Mas afinal comecei a ouvir que era tudo engano. Expressões veladas anunciavam que não era assim, frases em que ninguém era nomeado ( por razões éticas, dizia-se) afirmavam que a escola era um monte de dívidas e compadrios. Até a um sindicato chegaram estas informações. Foi talvez a gota de água. Comecei a ter perturbações de sono, dores de cabeça inexplicáveis, perdas de memória ( até do local onde estacionara o carro, ou, durante a noite, onde era a minha própria casa de banho, num T2 minúsculo). O médico avisou-me do perigo que corria, aumentou-me a medicação, quis que ficasse em casa. Não obedeci ao último conselho. Em vez disso, entreguei o meu pedido de aposentação antecipada em dezembro. Calculava sair em julho/agosto, de acordo com os prazos previstos.

Até ao fim do ano letivo desenvolvi todas as funções com o máximo profissionalismo, mas sem nunca me subjugar às fações que se foram criando, sem me calar sobre a paulatina destruição de tudo o que estava construído e fora avaliado positivamente, para ser substituído pelo que se considera agora um bom trabalho e não passa de um conjunto de números, grelhas, estatísticas e documentos.  A minha escola descaracterizou-se completamente: os Serviços Administrativos estão desertos, as assistentes operacionais são deslocadas conforme as “necessidades”, ainda não há mediador/a social, os concursos arrastam-se, o número de professores ausentes continua alto…

Senti e sinto o Mega-agrupamento como uma anexação hitleriana. Conheci pessoas admiráveis, é certo, mas perdeu-se a articulação que existia dentro da própria escola; com o primeiro ciclo nem se fala.

A 10 de outubro,  chegou a comunicação oficial da minha aposentação. Trabalhei conforme o previsto até ao fim do mês, fiz os primeiros testes, a reunião intercalar do conselho de turma, o preenchimento das 44 páginas de dados para estatística do modelo de Projeto Curricular de Turma, orientei as planificações da disciplina de Inglês e a grelha de propostas para o Plano Anual de Atividades do Agrupamento e a primeira grande atividade: um concurso de chapéus para celebrar o Halloween. Tudo direitinho.

No dia 31, entreguei os prémios do referido concurso, sorridente e vestida a preceito. Consegui suster as lágrimas na minha última aula, cantando Ghostbusters com os meus alunos.

Quando tocou saltaram das cadeiras num abraço em cacho, que me projetou contra a parede, fizeram-me prometer que os iria visitar. Passei  o bloco à colega de História e Geografia de Portugal, pedindo-lhes que se concentrassem, pois até iam ter teste na aula seguinte.

Já tinha entregue as chaves do cacifo e o computador da equipa PTE que integrei desde início.

Saí de cena.

Não irei para o ensino privado, fui sempre escola pública. Não irei ocupar vagas ou postos de trabalho nesta ou noutra qualquer profissão, muito menos numa altura destas. Além disso, eu só sei educar e ensinar. Encontrarei uma ocupação válida. Partirei para uma coisa nova, ainda não sei bem o quê.

Empurraram-me para a aposentação, que a paguem muitos anos.

4 de novembro de 2011, Maria Amélia Ribeiro Vieira, professora aposentada

Fonte: http://educar.wordpress.com

Outubro 16, 2011

A herança dos últimos anos na Educação

Filed under: educação,opiniões — Zepovinho @ 10:36 pm

Aguardam-se Explicações, Justificações, Contextualizações E Auto-Desculpabilizações

Outubro 9, 2011

Se o ridículo matasse…

Filed under: compadrio,conspiração,disparates,educação,vergonha — Zepovinho @ 5:24 pm

Ordem alfabética escolhe professor

Ver a imagem comprovativa aqui.

Setembro 19, 2011

Triste fado o nosso

Filed under: bom senso,opiniões,portugueses — Zepovinho @ 10:14 pm

Não é só dos professores, também é dos alunos. Deixem-se merdinh@as, detruques, de malabarismos, de incompetência, de rasteiras. De guerrinhas, externas ou internas. Deixem-se de tretas, de uma vez.

bonzo do Jardim queima mais de mil milhões, o esqueleto andante do Oliveira Costa está custar-nos mais de cinco mil milhões, as negociatas das PPP congeminadas pelo Bloco Central dos Negócios em estradas, hospitais e obras diversas vai-nos custar o que ainda não sabemos e vocês andam a discutir tostões, a positivamente roubar dias de serviço e salários a professores contratados, a fazer poupanças de migalhas que fazem falta a quem só isso tem?

Tenham vergonha! Haja decoro. As pessoas (alunos, pais, professores) merecem um respeito que vocelências só reservam para os que têm as mãos – os braços – todas enterradas no pote.

Fonte:
http://educar.wordpress.com

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